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O Trono do Ungido

Petrucio Willian Gomes

O inverno chegou para o velho rei
O frio que o cobre não cede a ninguém
Nem mesmo Abisague consegue aquecer
O corpo cansado de quem tanto fez

Enquanto Davi no silêncio repousa
Adonias se apressa, a coroa ele ousa
Carros e homens, banquete e festa
Mas falta o segredo que o céu atesta

Bate-Seba entra, o profeta também
Lembram ao rei o que o trono detém
Não juraste, senhor, pelo Deus de Israel
Que o filho da promessa seria o fiel?

Davi se levanta do leito de dor
A autoridade do ungido do Senhor
Chamem Zadoque, chamem Benaiá
A ordem do trono jamais se desvia

Viva Salomão, o som da flauta ecoou
O chifre de óleo o destino selou
A mula do rei caminha em Giom
A terra estremece com o novo tom

O que Adonias tentou por si mesmo
Deus confirmou no seu plano supremo
O trono é do filho, a paz se estabeleceu
Pois quem dá o reino é o próprio Deus

O barulho da festa de Adonias parou
Quando Jônatas a notícia levou
O banquete azedou, o medo chegou
Quem buscou a glória, no altar se agarrou

Mas o novo rei, com sabedoria
Deu chance à vida, encerrou a agonia
Vá para casa, Salomão declarou
Enquanto Davi, em sua cama, adorou

Bendito seja o Deus de Israel
Que permitiu aos meus olhos ver
O sucessor no trono, a promessa florescer
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Composição: Petrucio Willian Gomes