Passeggeri Clandestini
Sicuramente ti ho trovato molto meglio quindici anni fa di adesso
Ancora non avevi il cuore macinato dalla rabbia e dal progresso
Tu che non hai capito mai, stavolta scoppierai
La forza di provare un'altra volta ormai non la ritrovi più
Troppi bastoni tra le ruote, sei sfiancato, paghi sempre tu
Dovrai cambiare prima o poi, ma allora cosa siamo noi?
Passeggeri clandestini filo-americani consumati da troppa tv
Che si spremono il cervello, che si pelano le mani
Che si spezzano la schiena ma in altalena non si monta su
Sicuramente tu hai le scarpe più veloci per salire sui treni in corsa
Ma siamo in mano a miserabili che pensan solo a proseguir la farsa
Stavolta certo piangerai, stavolta forse scoppierai
E finalmente l'hai capito che il miracolo ti sta franando addosso
Hai dato secoli per niente e la tua fede nel potere ti ha ridotto all'osso
Adesso arrangiati se puoi, ma allora cosa siamo noi?
Passeggeri clandestini filo-americani consumati da troppa tv
Che si spremono il cervello, che si pelano le mani
Che si spezzano la schiena ma in altalena non si monta su
Passeggeri clandestini filo americani che dormono davanti alla tv.
Passageiros Clandestinos
Com certeza te encontrei muito melhor há quinze anos atrás do que agora
Ainda não tinha o coração triturado pela raiva e pelo progresso
Você que nunca entendeu, dessa vez vai explodir
A força de tentar de novo, agora você não encontra mais
Muitos obstáculos no caminho, você está exausto, sempre paga a conta
Vai ter que mudar uma hora, mas então, o que somos nós?
Passageiros clandestinos filo-americanos consumidos pela TV demais
Que se espremem o cérebro, que se descascam as mãos
Que quebram as costas, mas no balanço não conseguem subir
Com certeza você tem os sapatos mais rápidos pra subir nos trens em movimento
Mas estamos nas mãos de miseráveis que só pensam em continuar a farsa
Dessa vez, com certeza você vai chorar, dessa vez talvez você exploda
E finalmente entendeu que o milagre está desmoronando sobre você
Você deu séculos em vão e sua fé no poder te deixou na lona
Agora se vira se puder, mas então, o que somos nós?
Passageiros clandestinos filo-americanos consumidos pela TV demais
Que se espremem o cérebro, que se descascam as mãos
Que quebram as costas, mas no balanço não conseguem subir
Passageiros clandestinos filo-americanos que dormem na frente da TV.