La Luz
Se fue la luz...
y con la luz del día la luz de mi sangre
y en mi ataud...
pasé la noche entera codiciando el aire
comiéndome los mocos porque tenía hambre
bebiéndome mi orina porque tenía sed
rascándome los huevos porque soy un cerdo
buscando la colilla que nunca encontré
No volverán...
a ver mis ojos tristes tu ropa por los rincones
y al despertar...
me chuparán tus labios ni aunque llore yo a borbotones
me arrastraré borracho y potaré el higado a cachos
regalaré mis botas porque me siento un descalzo
contemplaré los charcos y propinando un gargajo
será mi cara un cromo por la soledad manchada
porque tus besos fueron tiros de plomo
de las inmensas pisadas minadas
de la incandescencia caótico armado
porque hoy me destierra
Se fue la luz...
en mi ataud...
no volveré...
a despertar...
Me arrastraré borracho y potaré el higado a cachos
regalaré mis botas porque me siento un descalzo
contemplaré los charcos y propinando un gargajo
será mi cara un cromo por la soledad manchada
porque tus besos fueron tiros de plomo
de las inmensas pisadas minadas
de la incandescencia caótico armado
desahucia a la guerra
A Luz
Se foi a luz...
E com a luz do dia, a luz do meu sangue
E no meu caixão...
Passei a noite inteira desejando o ar
Comendo meus próprios ranhos porque estava com fome
Bebendo minha urina porque estava com sede
Coçando meus ovos porque sou um porco
Procurando a bituca que nunca encontrei
Não voltarão...
A ver meus olhos tristes, suas roupas pelos cantos
E ao acordar...
Seus lábios não vão me chupar, nem que eu chore feito um louco
Vou me arrastar bêbado e vomitar o fígado em pedaços
Vou dar minhas botas porque me sinto descalço
Vou contemplar as poças e cuspir um gargajo
Minha cara será um cromo pela solidão manchada
Porque seus beijos foram tiros de chumbo
Das imensas pisadas minadas
Da incandescência caótica armada
Porque hoje me desterra
Se foi a luz...
No meu caixão...
Não voltarei...
A acordar...
Vou me arrastar bêbado e vomitar o fígado em pedaços
Vou dar minhas botas porque me sinto descalço
Vou contemplar as poças e cuspir um gargajo
Minha cara será um cromo pela solidão manchada
Porque seus beijos foram tiros de chumbo
Das imensas pisadas minadas
Da incandescência caótica armada
despejando a guerra