Muero
Nunca has pensado que al otro lado del mundo alguien mira por una ventana
de amor y de odio con ojos de hambre por desencantarte, despues de aferrarte
a la vida y atarte a unos fueros robados que ignoran tu alma que pisas la mierda
descalza que lleva esperando esperanza sangrienta matanza descanso en venganza.
Yo muero y me entierro con esta almohada
y empuño en mis sueños una espada
que mata a quien mata
que roba a quien roba
que ama a quien ama
que lleva tu cuerpo desnudo hacia el rio
y lo lava con agua, con sesos, con semen, con ansia y con calma.
Lluevan civiles del mundo y se callen los hombres o luchen o griten o maten
o mueran o vengan los tiempos de mala cosechas de la guerra inmensa manchada
de hambre que a mi no me cuesta lavarte, con agua de ansia y amor.
Lo que me acaece segundo a segundo y que llena de mi celda de este ala
y difundo que roba los sueños y envuelvo en papel de regalo y te los doy
a ti sin querer nada a cambio mas que una mirada cual ya no comparto y de ti me harto.
Yo muero y me entierro con esta almohada
y empuño en mis sueños una espada
que mata a quien mata
que roba a quien roba
que ama a quien ama
que lleva tu cuerpo desnudo hacia el rio
y lo lava con agua, con sesos, con semen, con ansia y con calma.(bis)
Morro
Nunca pensou que do outro lado do mundo alguém olha pela janela
com amor e ódio, com olhos de fome, pra te desencantar, depois de te agarrar
à vida e te amarrar a uns direitos roubados que ignoram sua alma, que pisa na merda
descalço, que espera uma esperança sangrenta, matança, descanso em vingança.
Eu morro e me enterro com este travesseiro
e empunho em meus sonhos uma espada
que mata quem mata
que rouba quem rouba
que ama quem ama
que leva seu corpo nu até o rio
e o lava com água, com cérebros, com sêmen, com ânsia e com calma.
Caiam civis do mundo e que os homens se calem ou lutem ou gritem ou matem
ou morram ou venham os tempos de colheitas ruins da guerra imensa manchada
de fome que pra mim não custa te lavar, com água de ânsia e amor.
O que me acontece segundo a segundo e que enche minha cela deste lado
e difundo que rouba os sonhos e embrulho em papel de presente e te dou
pra você sem querer nada em troca, mais que um olhar que já não compartilho e de você me canso.
Eu morro e me enterro com este travesseiro
e empunho em meus sonhos uma espada
que mata quem mata
que rouba quem rouba
que ama quem ama
que leva seu corpo nu até o rio
e o lava com água, com cérebros, com sêmen, com ânsia e com calma.(bis)