395px

Dançamos, Dançamos

Pooh

Balliamo Balliamo

E balliamo balliamo con gli occhi chiusi,
con le spine dorsali come canne al vento,
tutti a tempo feroci e veloci,
usati come macchine,
sudati come lacrime.
E balliamo balliamo finchè c'è fiato,
noi che abbiamo già dato e daremo ancora,
abbassiamo il volume un momento,
il grande Novecento muore,
vediamo come va a finire.
Rapinando la gente o facendo gli eroi,
siamo tutti soldati alla guerra;
i campioni del mondo e i peggiori di noi
siamo tutti col culo per terra.
Balliamo, balliamo con gli occhi aperti,
c'è un sacco di cose che voglio dirti,
ma il tempo non dà tempo al tempo,
gli esami non finiscono mai.
Balliamo, balliamo alla buona sorte,
cerchiamo di vivere a porte aperte,
ognuno è qualcosa o nessuno,
dipende soltanto da noi,
da noi, poi balliamo fin che vuoi.
E balliamo balliamo, scalmanati cuori
anche se il pavimento è dei meno sicuri,
con la febbre del sabato sera,
il grande Novecento muore stanco
e lascia un testamento in bianco.
Se ballando tremasse la casa di Dio
balla forte anche sotto la pioggia,
prima di esser costretti a mangiarci fra noi
troppo stretti sull'ultima spiaggia.
Balliamo, balliamo anche sopra i chiodi
in maniche corte o magari nudi,
spacchiamo la faccia al destino,
anche quando è più grosso di noi.
E balliamo, balliamo col cuore in bocca,
impariamo a nuotare dove non si tocca,
ognuno è qualcosa o nessuno,
dipende soltanto da noi,
da noi, poi balliamo fin che vuoi,
da noi, poi balliamo fin che vuoi.

Dançamos, Dançamos

E dançamos, dançamos com os olhos fechados,
com a espinha ereta como cana ao vento,
todos no ritmo, ferozes e rápidos,
usados como máquinas,
suados como lágrimas.
E dançamos, dançamos até não ter mais fôlego,
nós que já nos entregamos e ainda vamos dar mais,
baixamos o volume por um momento,
o grande século XX está morrendo,
vamos ver como isso termina.
Roubando a galera ou fazendo de heróis,
somos todos soldados na guerra;
os campeões do mundo e os piores de nós
estamos todos com a cara no chão.
Dançamos, dançamos com os olhos abertos,
há um monte de coisas que quero te dizer,
mas o tempo não dá tempo ao tempo,
os exames nunca acabam.
Dançamos, dançamos à sorte,
tentamos viver de portas abertas,
cada um é algo ou ninguém,
depende só de nós,
de nós, depois dançamos até quando quiser.
E dançamos, dançamos, corações acelerados
mesmo que o chão seja meio inseguro,
com a febre do sábado à noite,
o grande século XX morre cansado
e deixa um testamento em branco.
Se dançando a casa de Deus tremesse
dança forte até debaixo da chuva,
antes de sermos obrigados a nos devorar
muito apertados na última praia.
Dançamos, dançamos até sobre os pregos
com as mangas curtas ou talvez nus,
quebramos a cara do destino,
mesmo quando ele é maior que nós.
E dançamos, dançamos com o coração na boca,
aprendemos a nadar onde não se toca,
cada um é algo ou ninguém,
depende só de nós,
de nós, depois dançamos até quando quiser,
de nós, depois dançamos até quando quiser.

Composição: