Donde Empieza (part. Subverso)
No me hablen de violencia como si no la conociera
Como si su existencia fuera una experiencia nueva
Como si fuera una mera situación puntual de ahora
Y no supiera como es que opera en toda la historia
Vivimos en un modelo más violento
Que cualquier protesta directa, revuelta o manifestación del pueblo
Podemos verlo, vivirlo y sentirlo
Violento es el puto sueldo mínimo mezquino e indigno
Autoridades condenan un tipo de violencia
La que atenta contra el sistema de la gran empresa
Contra su propiedad, sus leyes y sus policías
Y silencia la violencia inmensa de todos los días
Los constantes allanamientos con armas de guerra
Al pueblo mapuche que sigue resistiendo por su tierra
Los perdigones, maricones y amenazas que los niños sufren
Cuando hay invasiones en su propia casa
Violenta es la venta de tus derechos y de hecho
Es un robo el cobro en educación, salud y techo
Violento es el apropiamiento empresarial de todos los bosques
Los mares y él, hábitat que van a devastar
Pero eso no sale en la prensa
Que trensa mensajes con eficiencia pa vencer la resistencia
Y es que su estado es la violencia organizada de la clase alta
Contra la que labora por casi nada
¿Y dónde empieza la violencia?
Empieza desde que nacemos en estos ghettos de impotencia
En la carencia de toda oportunidad
La violencia de verdad es la ciudad de la opulencia
¿Y dónde empieza la violencia?
El despertar de la conciencia solo trae una consecuencia
Yo tapo mi cara, tú tapas la realidad
La violencia de verdad es el capital y su esencia
No hay algo más hipócrita que hablar de la violencia
Si esta no toca tus puertas, ni en las noches te despierta
Ven a dormir acá en el ghetto y dime si hay faceta
De esta realidad concreta que yo no comprendo
Violencia es la indiferencia con la gente
O la manera chata en que el rico trata al indigente
Son las barreras que inventan para discriminarte
Son murallas levantadas pa frenar al inmigrante
Dime quién es responsable de estas atrocidades
Crímenes contra la humanidad, prisiones militares
Allá Irak, Afganistán o en libia
Niños de palestina se asesinan casi cada día
Cuando el imperio identifica su enemigo
Los dueños de los medios justifican hasta genocidio
Y los que bombardean escuelas y fábricas
Después de derechos humanos quieren dar cátedra
No les compramos cuando dan ese argumento
Que demoniza a los que están luchando por ser tan violentos
Si en una pura sesión en el parlamento aniquilan más vidas
Que todos nuestros caseros armamentos
Pero si poderosamente reclamamos algo
Nos llaman delincuentes y nos mandan al carajo
(¿Violento yo?) violentos tus fucking fajos
Que son sufrimientos y muerte pa la gente de trabajo
¿Y dónde empieza la violencia?
Empieza desde que nacemos en estos ghettos de impotencia
En la carencia de toda oportunidad
La violencia de verdad es la ciudad de la opulencia
¿Y dónde empieza la violencia?
El despertar de la conciencia solo trae una consecuencia
Yo tapo mi cara, tú tapas la realidad
La violencia de verdad es el capital y su esencia
¿Cuándo se va a acabar la violencia?
Solo cuando se acabe la desigualdad social
Cuando termine la pobreza, la mala educación
La salud como las weas
Cuando valga la pena buscar pega
En vez de traficar o salvarse robando en las esquinas
Cuando vivamos en barrios pensados para seres humanos
Cuando el transporte público no nos trate como ganado
Cuando ya no haya que andar cuidándose en las calles
Cuando nuestros niños coman bien y crezcan sanos
Ahí va a terminar la violencia
Te lo juro mi hermano, mi hermana
Y hasta entonces solo habrá guerra
Onde Começa (part. Subverso)
Não me falem de violência como se eu não a conhecesse
Como se sua existência fosse uma experiência nova
Como se fosse uma mera situação pontual de agora
E eu não soubesse como é que opera em toda a história
Vivemos em um modelo mais violento
Do que qualquer protesto direto, revolta ou manifestação do povo
Podemos ver, viver e sentir
Violento é o salário mínimo escroto e indigno
As autoridades condenam um tipo de violência
A que atenta contra o sistema da grande empresa
Contra sua propriedade, suas leis e suas polícias
E silencia a imensa violência de todos os dias
Os constantes invasões com armas de guerra
Ao povo mapuche que continua resistindo por sua terra
Os tiros de borracha, viadinho e ameaças que as crianças sofrem
Quando há invasões em sua própria casa
Violento é a venda dos seus direitos e de fato
É um roubo a cobrança em educação, saúde e moradia
Violento é a apropriação empresarial de todas as florestas
Os mares e o habitat que vão devastar
Mas isso não sai na imprensa
Que entrelaça mensagens com eficiência pra vencer a resistência
E é que seu estado é a violência organizada da classe alta
Contra quem labora por quase nada
E onde começa a violência?
Começa desde que nascemos nesses guetos de impotência
Na carência de toda oportunidade
A verdadeira violência é a cidade da opulência
E onde começa a violência?
O despertar da consciência só traz uma consequência
Eu tampo meu rosto, você tampa a realidade
A verdadeira violência é o capital e sua essência
Não há nada mais hipócrita do que falar de violência
Se essa não bate à sua porta, nem te acorda à noite
Venha dormir aqui no gueto e me diga se há uma faceta
Dessa realidade concreta que eu não compreendo
Violência é a indiferença com as pessoas
Ou a maneira escrota que o rico trata o indigente
São as barreiras que inventam pra te discriminar
São muros levantados pra frear o imigrante
Diga-me quem é responsável por essas atrocidades
Crimes contra a humanidade, prisões militares
Lá no Iraque, Afeganistão ou na Líbia
Crianças da Palestina são assassinadas quase todo dia
Quando o império identifica seu inimigo
Os donos da mídia justificam até genocídio
E os que bombardeiam escolas e fábricas
Depois querem dar aula sobre direitos humanos
Não compramos quando dão esse argumento
Que demoniza quem está lutando pra ser tão violento
Se em uma única sessão no parlamento aniquilam mais vidas
Do que todas as nossas armas caseiras
Mas se poderosamente reclamamos algo
Nos chamam de criminosos e nos mandam pro inferno
(Violento eu?) Violentos seus fucking fardos
Que são sofrimentos e morte pra quem trabalha
E onde começa a violência?
Começa desde que nascemos nesses guetos de impotência
Na carência de toda oportunidade
A verdadeira violência é a cidade da opulência
E onde começa a violência?
O despertar da consciência só traz uma consequência
Eu tampo meu rosto, você tampa a realidade
A verdadeira violência é o capital e sua essência
Quando vai acabar a violência?
Só quando acabar a desigualdade social
Quando terminar a pobreza, a má educação
A saúde como as porras
Quando valer a pena buscar emprego
Em vez de traficar ou se salvar roubando nas esquinas
Quando vivermos em bairros pensados para seres humanos
Quando o transporte público não nos tratar como gado
Quando não houver mais necessidade de se cuidar nas ruas
Quando nossas crianças comerem bem e crescerem saudáveis
Aí vai terminar a violência
Te juro, meu irmão, minha irmã
E até lá só haverá guerra