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A Volvedora

Quique Ponce

La Volvedora

Solo, en los carnavales,
Pañuelo al aire te vi bailar:
Lejos se iban tus ojos,
Paloma triste del carnaval.

En tu cintura, el viento
Flores de aroma pone al pasar
¿dónde fueron tus ojos
Que no sintieron mi soledad?

¡adiós, me voy, adiós!
¿en qué noche me hundiré,
Triste mi huella volviendo
Por esta zamba, al atardecer?

Cuando bailé a tu lado
Con mi pañuelo buscándote;
Mis espuelas lloraron
Sobre tu sombra: llamándote.

Palomita viajera,
Me voy dolido de tu desdén;
Donde acaba el camino,
Tal vez, un día te encontraré.

A Volvedora

Sozinho, nos carnavais,
Te vi dançar com o lenço no ar:
Teus olhos se afastavam,
Pombinha triste do carnaval.

Na tua cintura, o vento
Coloca flores com seu perfume ao passar.
Onde foram teus olhos
Que não sentiram minha solidão?

Adeus, tô indo, adeus!
Em que noite eu vou me afundar,
Triste, minha marca voltando
Por essa zamba, ao entardecer?

Quando dancei ao teu lado
Com meu lenço te procurando;
Minhas esporas choraram
Sobre tua sombra: te chamando.

Pombinha viajante,
Vou embora machucado pelo teu desprezo;
Onde termina o caminho,
Talvez, um dia eu te encontre.

Composição: Manuel Jose Castilla-Eduardo Falu