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Cruz de Madeira

Ramón Ayala Y Sus Bravos Del Norte

Cruz de Madera

Una cruz de madera de la más corriente
Esto es lo que pido cuando yo me muera
Yo no quiero lujos ni mesas de adobes
No quiero una caja que valga millones
Lo único que quiero es que canten canciones
Que sea una gran fiesta la muerte de un pobre

Yo no quiero llantos
Yo no quiero penas
No quiero tristeza
Yo no quiero nada

Lo único que quiero es
Allá en mi velorio
Una serenata
Por la madrugada

Cuando ya mi cuerpo esté junto a la tumba
Lo único que pido como despedida
En las cuatro esquinas de mi sepultura
Como agua bendita, que rieguen tequila

Yo no quiero llantos
Yo no quiero penas
No quiero tristeza
Yo no quiero nada

Lo único que quiero es
Allá en mi velorio
Una serenata
Por la madrugada

Cruz de Madeira

Uma cruz de madeira, da mais simples que tiver
Isso é o que eu peço quando eu morrer
Não quero luxo nem mesas de mármore
Não quero um caixão que custe milhões
O único que eu peço é que cantem canções
Que seja uma grande festa a morte de um pobre

Não quero choro
Não quero tristeza
Não quero lamentação
Não quero nada

O único que eu peço é
Lá no meu velório
Uma serenata
De madrugada

Quando meu corpo já estiver junto à sepultura
A única coisa que peço como despedida
Nas quatro esquinas do meu túmulo
Que reguem tequila, como se fosse água benta

Não quero choro
Não quero tristeza
Não quero lamentação
Não quero nada

O único que eu peço é
Lá no meu velório
Uma serenata
De madrugada

Composição: Luis Mendez Almengor