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O Abacate

Ramón Ayala Y Sus Bravos Del Norte

El Aguacate

Por las venas de mi padre
Le corre la sangre también, como a mí
Sangre de indio
Que calla, que llora, que ama
Y que sabe sufrir

El indio aquel
Que mi madre amó
Porque sabe que es un hombre fiel
Gracias a Dios que es mi padre
Y que yo he heredado
Ser indio como él

Entre espinas de nopales
Crecieron mis padres
Y ahí nací yo
Y entre la sierra
Mi padre soñaba
Con darme una vida mejor

Ya no vivo entre tanta pobreza
Vivo como mi padre soñó
No ambiciono tampoco riqueza
La sangre de indio que traigo es mejor

Mis hermanos también llevan
La sangre de indio
Como llevo yo
Sangre que pinto la tierra
La tierra que mi padre tanto labró
Dejó mi padre la sierra
Mi madre llorando
Tras el camino
Dejaban todo
Por darme lo que ya más tarde
La vida me dio

Ya no vivo entre tanta pobreza
Vivo como mi padre soñó
No ambiciono tampoco riqueza
La sangre de indio que traigo es mejor

O Abacate

Pelas veias do meu pai
Corre o sangue também, como o meu
Sangue de índio
Que cala, que chora, que ama
E que sabe sofrer

Aquele índio
Que minha mãe amou
Porque sabe que é um homem fiel
Graças a Deus que é meu pai
E que eu herdei
Ser índio como ele

Entre espinhos de cactos
Meus pais cresceram
E foi lá que eu nasci
E entre a serra
Meu pai sonhava
Em me dar uma vida melhor

Já não vivo em tanta pobreza
Vivo como meu pai sonhou
Não ambiciono também riqueza
O sangue de índio que trago é melhor

Meus irmãos também têm
O sangue de índio
Como eu tenho
Sangue que pintou a terra
A terra que meu pai tanto trabalhou
Meu pai deixou a serra
Minha mãe chorando
Pelo caminho
Deixaram tudo
Pra me dar o que mais tarde
A vida me deu

Já não vivo em tanta pobreza
Vivo como meu pai sonhou
Não ambiciono também riqueza
O sangue de índio que trago é melhor

Composição: