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Chacarera do Pensador

Raúl Carnota

Chacarera Del Pensador

Me acusan que soy vago
Que el trabajo me asusta
Yo sufro por mi vocación
Solo pensar me gusta

Y paso el día entero
Arreglando problemas
Pero me mata la humildad
Nunca nadie se entera

La pucha con mi oficio
Anónimo y callado
De a ratos me da por pensar
Que es un apostolado

Tal vez cuando me entiendan
Ya sea un poco tarde
Pero los pienso perdonar
Soy hombre razonable

Bien tempranito arranco
Desde mi catre viejo
Dale que dale sin parar
Meta pensar, canejo

La siesta me relaja
Tensiones que contraigo
La vida del intelectual
Tiene un sabor amargo

Si soy incomprendido
Yo sigo con mi ciencia
En el pecado de pensar
Está mi penitencia

Más tarde o más temprano
Me volveré famoso
Porque soy el gran pensador
Del pago de Brea Pozo

Chacarera do Pensador

Me acusam de ser vagabundo
Que o trabalho me assusta
Eu sofro pela minha vocação
Só de pensar eu gosto

E passo o dia inteiro
Resolvendo problemas
Mas a humildade me mata
Nunca ninguém percebe

Poxa, com meu ofício
Anônimo e calado
De vez em quando me dá vontade de pensar
Que é um apostolado

Talvez quando me entenderem
Já seja um pouco tarde
Mas eu penso em perdoá-los
Sou um homem razoável

Bem cedinho eu começo
Do meu catre velho
Vai que vai sem parar
Foco no pensamento, meu chapa

A sesta me relaxa
Tensões que eu contraio
A vida do intelectual
Tem um gosto amargo

Se sou incompreendido
Eu sigo com minha ciência
No pecado de pensar
Está minha penitência

Mais cedo ou mais tarde
Vou ficar famoso
Porque sou o grande pensador
Da região de Brea Pozo