Prendas de Algodon
Dormida en las nieves de un rascacielos
tocabas los discos de Moody Blues
mis ojos rodaban sobre tu espalda
un rayo de luna te desnudó...
De noche los hombres se van de juerga
encienden las luces de la ciudad
qué harían las mujeres sin esos tontos
caerían de su sueño sin despertar.
Remojé los labios en prendas de algodón
en la azotea justo frente a ti...
Un poco de agua de tus pecados
alivia mi boca que tiene sed
dormida y desnuda a pleno cielo
y tú sin saberlo
excitas mi ser...
Se vive y se muere mientras te bañas
y sacas al perro a seducir
te amo, lo juro, sin conocerte
haría cualquier cosa por ti...
Remojé los labios en prendas de algodón
en la azotea justo frente a ti...
Mi dolor de voyeurista que no pisa la losa
puede tocarte a miradas el sexo, la axila
puede acercarse prudente a una distancia de abeja
tu calma desnuda también me vulnera
cómo quisiera bajo mis yemas
sobar tu pezón sorprendido...
pero me duelen los ojos
los ojos no abordan ni enamoran ni conversan
sólo viajan por impulsos...
¡mentiras eléctricas!
Pechos de Algodão
Dormindo nas neves de um arranha-céu
você tocava os discos do Moody Blues
meus olhos deslizavam sobre suas costas
e um raio de lua te despia...
À noite os homens saem pra farra
acendem as luzes da cidade
o que fariam as mulheres sem esses idiotas
cairiam do sonho sem acordar.
Mergulhei os lábios em peitos de algodão
na laje bem na sua frente...
Um pouco da água dos seus pecados
alivia minha boca que tá sedenta
dormindo e nua sob o céu aberto
e você sem saber
excita meu ser...
Se vive e se morre enquanto você se banha
e leva o cachorro pra seduzir
eu te amo, juro, sem te conhecer
faria qualquer coisa por você...
Mergulhei os lábios em peitos de algodão
na laje bem na sua frente...
Minha dor de voyeur que não pisa na calçada
pode tocar seu sexo, sua axila com olhares
pode se aproximar cauteloso a uma distância de abelha
sua calma nua também me vulnera
como eu queria sob minhas pontas
acariciar seu mamilo surpreso...
mas meus olhos doem
os olhos não abordam, não apaixonam, não conversam
só viajam por impulsos...
mentiras elétricas!