395px

Rainha

Renato Zero

Regina

Adesso, quando viene a prenderti…
Dirò ch'eri soltanto, un ospite!
Che non avevi, di che vivere…
Che ti ho aiutato solo, a crescere!
Un alibi, trovarlo è facile…
Se vuoi rifarti una, verginità!
Se quello che ti serve, è un complice…
Se tanto costa, la mia libertà!
Con me, lo sai, non puoi pretendere!
La pelle tua non vale, gli occhi miei!
Se amare, per te, è solo prendere!
Se lui, è tutto quello, che mi dai!
Sporca! Ladra!
Rubi e te ne vai…
Quando un uomo,
non conosce i vizi tuoi…
Quando un uomo,
Accanto a te,
Non è un uomo, mai… Mai!
Vai,
L'ambizione ha gli occhi tuoi,
La tua sciocca vanità…
I tuoi modi da, regina!
Vai,
Lui finanzia, i sogni tuoi…
E ti segue finché poi,
Anche a lui, non gli scoppia il cuore…
Il cuore!
Non sono quello, da decidere…
Non sono quello, da difendere…
Non sono quello, degli errori tuoi…
Non sono quello, che non vince mai…
E' vero! Fai l'amore, bene, tu…
Senz'anima, è un mestiere, o poco più…
E tu che sai ingannare, come sai,
Lo specchio, è il solo a cui, non mentirai!
Sporca! Ladra!
Rubi e te ne vai…
E quei trucchi, credi a me, non stanno su…
Come la cerniera che, incosciente, tiri giù… Più giù!
Vai,
Ora provaci, con lui,
E da attrice, esperta, avrai,
La tua parte, di regina…
Vai!
Finché il gioco, reggerà!
Finché lui, ci crederà!
E poi un calcio,
E torni quella, di sempre…
Regina! Regina!

Rainha

Agora, quando vem te buscar…
Vou dizer que você era só, uma visitante!
Que não tinha, o que viver…
Que eu só te ajudei, a crescer!
Um álibi, encontrá-lo é fácil…
Se você quer recuperar, uma virgindade!
Se o que você precisa, é um cúmplice…
Se custa tanto, a minha liberdade!
Comigo, você sabe, não pode exigir!
Sua pele não vale, meus olhos!
Se amar, pra você, é só pegar!
Se ele, é tudo que você me dá!
Sujinha! Ladrã!
Você rouba e vai embora…
Quando um homem,
Não conhece seus vícios…
Quando um homem,
Ao seu lado,
Nunca é um homem, nunca… Nunca!
Vai,
A ambição tem seus olhos,
Sua tola vaidade…
Seus modos de, rainha!
Vai,
Ele financia, seus sonhos…
E te segue até que então,
Até ele, não explode o coração…
O coração!
Não sou eu, quem decide…
Não sou eu, quem defende…
Não sou eu, dos seus erros…
Não sou eu, quem nunca vence…
É verdade! Faça amor, bem, você…
Sem alma, é um trabalho, ou pouco mais…
E você que sabe enganar, como sabe,
O espelho, é o único a quem, não mentirá!
Sujinha! Ladrã!
Você rouba e vai embora…
E esses truques, acredite em mim, não funcionam…
Como o zíper que, inconsciente, você puxa pra baixo… Mais pra baixo!
Vai,
Agora tente, com ele,
E como atriz, experiente, você terá,
Seu papel, de rainha…
Vai!
Enquanto o jogo, durar!
Enquanto ele, acreditar!
E então um chute,
E você volta a ser, a mesma de sempre…
Rainha! Rainha!

Composição: Franco Evangelisti / Piero Pintucci