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O Tempo Não Cura

Resenha Sertaneja

A noite desaba no meio do nosso quintal
O triste silêncio me fere de forma fatal
A chuva que cai agora não lava o meu mal
A vida sem você se tornou um deserto brutal

A velha cadeira balança vazia no chão
O frio devora o resto do meu coração
Ouvindo o vento chorar a mais triste canção
Eu pago o preço de toda essa minha ilusão

O tempo não cura o peso da minha agonia
O Sol não aquece a minha manhã tão vazia
A dor me visita trazendo a cruel nostalgia
Roubando de mim o que resta de paz e alegria

Me tira do escuro e apaga de vez essa dor
Devolve pra minha alma o brilho do nosso amor
Não deixa que o tempo destrua tudo o que a gente plantou
Me salva da cova que a sua partida cavou

Eu grito pro vento buscando escutar sua voz
Desfaço os nós que a vida amarrou entre nós
Mas nada responde na escuridão desse breu
O mundo esqueceu que um dia eu já fui seu

O tempo não cura o peso da minha agonia
O Sol não aquece a minha manhã tão vazia
A dor me visita trazendo a cruel nostalgia
Roubando de mim o que resta de paz e alegria

Me tira do escuro e apaga de vez essa dor
Devolve pra minha alma o brilho do nosso amor
Não deixa que o tempo destrua tudo o que a gente plantou
Me salva da cova que a sua partida cavou

A cova profunda que a sua partida cavou
E eu fiquei sozinho

Composição: Randhal Wendel Fernando de Souza Santos