Abisso Notturno
Immagini dipinte col sangue del mio dolore.
Scolpite con l'amarezza della mia sconfitta.
Danzano attorno al rogo che il carnefice
Ha scatenato dentro la mia mente.
Gli ultimi lampi di lucidità
Non bastano ad impedire la disgregazione
Crepe sempre più profonde
Attraversano la mia coscienza
Il volto solcato da pianto
Sto lottando alla cieca con tutte le mie forze
Contro la profonda certezza che l'unica via
Che potrebbe ridarmi la luce si è sbarrata per sempre
Non avessi mai saputo, mai sondato
Le profondità oscure che si celano
Nell'eterno che è in noi
Non avessi mai saputo, risvegliato
L'abisso di tenebre
Delle speranze disilluse, dei sogni macellati.
Agli altari dell'altrui cinismo.
Abismo Noturno
Imagens pintadas com o sangue da minha dor.
Esculpidas com o amargor da minha derrota.
Dançam ao redor da fogueira que o algoz
Desencadeou dentro da minha mente.
Os últimos lampejos de lucidez
Não são suficientes para impedir a desintegração.
Fissuras cada vez mais profundas
Atravessam minha consciência
O rosto marcado pelo choro
Estou lutando às cegas com todas as minhas forças
Contra a profunda certeza de que a única saída
Que poderia me trazer de volta à luz se fechou para sempre.
Se eu nunca tivesse sabido, nunca explorado
As profundezas sombrias que se escondem
No eterno que existe em nós.
Se eu nunca tivesse sabido, despertado
O abismo de trevas
Das esperanças desiludidas, dos sonhos massacrados.
Nos altares do cinismo alheio.