395px

Balada para um Louco

Ricardo Carozzi

Balada para un loco

Las tardecitas de Buenos Aires tienen ese que se yo, viste?
Salgo de casa por Arenales, lo de siempre en la calle y en mi...
Cuándo, de repente, detras de un árbol, se aparece el.
Mezcla rara de penultimo linyera
y de primer polizonte en el viaje a Venus.
Medio melón en la cabeza,
las rayas de la camisa pintadas en la piel,
dos medias suelas clavadas en los pies
y una banderita de taxi libre levantada en cada mano.
Parece que solo yo lo veo,
Porque él pasa entre la gente y los maniquíes le guiñan,
los semáforos le dan tres luces celestes
y las naranjas del frutero de la esquina
le tiran azahares.
Y así, medio bailando y medio volando,
se saca el melón, me saluda,
me regalo una banderita y me dice:

(Cantado)

Ya sé que estoy piantao, piantao, piantao...
No ves que va la luna rodando por Callao,
que un corso de astronautas y niños, con un vals,
me baila alrededor... ¡Bailá! ¡Vení! ¡Volá!

Ya sé que estoy piantao, piantao, piantao...
Yo miro a Buenos Aires del nido de un gorrión
y a vos te vi tan triste... ¡Vení! ¡Volá! ¡Sentí!...
el loco berretín que tengo para vos.

¡Loco! ¡Loco! ¡Loco!
Cuando anochezca en tu porteña soledad,
por la ribera de tu sábana vendré
con un poema y un trombón
a desvelarte el corazón.

¡Loco! ¡Loco! ¡Loco!
Como un acróbata demente saltaré,
sobre el abismo de tu escote hasta sentir
que enloquecí tu corazón de libertad...
¡Ya vas a ver!

(Recitado)

Y asi diziendo, el loco me convida
a andar en su ilusión super-sport
Y vamos a correr por las cornisas
¡con una golondrina en el motor!

De Vieytes nos aplauden: "¡Viva! ¡Viva!",
los locos que inventaron el Amor,
y un ángel y un soldado y una niña
nos dan un valsecito bailador.

Nos sale a saludar la gente linda...
Y loco, pero tuyo, ¡qué sé yo!:
provoca campanarios con su risa,
y al fin, me mira, y canta a media voz:

(Cantado)

Quereme así, piantao, piantao, piantao...
Trepate a esta ternura de locos que hay en mí,
ponete esta peluca de alondras, ¡y volá!
¡Volá conmigo ya! ¡Vení, volá, vení!

Quereme así, piantao, piantao, piantao...
Abrite los amores que vamos a intentar
la mágica locura total de revivir...
¡Vení, volá, vení! ¡Trai-lai-la-larará!

(Gritado)

¡Viva! ¡Viva! ¡Viva!
Loca el y loca yo...
¡Locos! ¡Locos! ¡Locos!
¡Loca el y loca yo

Balada para um Louco

As tardezinhas de Buenos Aires têm aquele sei lá, sabe?
Saio de casa pela Arenales, o de sempre na rua e em mim...
Quando, de repente, atrás de uma árvore, ele aparece.
Mistura estranha de penúltimo mendigo
E de primeiro polizonte na viagem a Vênus.
Meio melão na cabeça,
as listras da camisa pintadas na pele,
duas solas de sapato cravadas nos pés
e uma bandeirinha de táxi livre levantada em cada mão.
Parece que só eu o vejo,
Porque ele passa entre a galera e os manequins piscam pra ele,
os semáforos dão três luzes azuis
E as laranjas do frutero da esquina
jogam flores de laranjeira.
E assim, meio dançando e meio voando,
tira o melão, me cumprimenta,
me dá uma bandeirinha e me diz:

(Cantado)

Já sei que tô pirado, pirado, pirado...
Não vê que a lua tá rolando pela Callao,
que um corso de astronautas e crianças, com um vals,
dança ao meu redor... Dança! Vem! Voa!

Já sei que tô pirado, pirado, pirado...
Eu olho Buenos Aires do ninho de um pardal
e te vi tão triste... Vem! Voa! Sente!...
o louco devaneio que tenho pra você.

Louco! Louco! Louco!
Quando escurecer na sua solidão portenha,
pela beira do seu lençol eu vou vir
com um poema e um trombone
pra desvelar seu coração.

Louco! Louco! Louco!
Como um acróbata doido eu vou saltar,
sobre o abismo do seu decote até sentir
que enlouqueci seu coração de liberdade...
Você vai ver!

(Recitado)

E assim dizendo, o louco me convida
a andar na sua ilusão super-esportiva
E vamos correr pelas beiradas
com uma andorinha no motor!

De Vieytes nos aplaudem: "Viva! Viva!",
os loucos que inventaram o Amor,
e um anjo e um soldado e uma menina
nos dão um vals dançante.

A gente bonita vem nos cumprimentar...
E louco, mas seu, que sei eu!:
provoca campanários com sua risada,
e no fim, me olha, e canta em voz baixa:

(Cantado)

Me ame assim, pirado, pirado, pirado...
Suba nessa ternura de loucos que há em mim,
coloque essa peruca de andorinhas, e voe!
Voe comigo já! Vem, voa, vem!

Me ame assim, pirado, pirado, pirado...
Abra os amores que vamos tentar
a mágica loucura total de reviver...
Vem, voa, vem! Trai-lai-la-larará!

(Gritado)

Viva! Viva! Viva!
Louco ele e louca eu...
Loucos! Loucos! Loucos!
Louco ele e louca eu.

Composição: