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Tangoleando

Ricardo Iorio

Tangolpeando

Es por decirlo que a este canto doy mi voz
Soy nacido en Buenos Aires
Con tango robado a la imaginación
O al recuerdo no lo sé

Y aunque burles este intento
Que pretende demostrarte
Que no soy yo quién olvidará el pasado
Y a esos hombres que han dado a parir identidad

Sopladores y compinches
Soñadores de la fiesta
Nocheros de mercaderías que hoy
Se abanican por doquier

Y aunque falta poco tiempo
Para que el siglo se muera
Supermercados plastificados
No me dan fiau, porque de la baja soy

Me desnudo en este espiche
Sin máscaras ni caretas
No curro y me escurro de que algún turro habrá
Que me busqué de revés
Soy maldito porque siento
Como pocos hay que sientan
De mis entripados me voy liberando, cantando
Y hoy por hoy historiando, en camino al más allá

Tangoleando

É por isso que dou minha voz a este canto
Sou nascido em Buenos Aires
Com tango roubado da imaginação
Ou do passado, não sei

E mesmo que você zombe desse intento
Que tenta te mostrar
Que não sou eu quem vai esquecer o passado
E aqueles homens que deram à luz a identidade

Sopradores e parças
Sonhadores da festa
Noiteiros de mercadorias que hoje
Se abanam por todo lado

E mesmo que falte pouco tempo
Para que o século morra
Supermercados plastificados
Não me dão crédito, porque sou da baixa

Me desnudo nesse espiche
Sem máscaras nem disfarces
Não trabalho e me esquivo de que algum pilantra vai
Me procurar de volta
Sou maldito porque sinto
Como poucos que sentem
Das minhas entranhas vou me libertando, cantando
E hoje em dia contando histórias, a caminho do além

Composição: