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Laura

Riccardo Sinigallia

Laura

Laura sa che è sola e non ha mai niente da fare
Ma se ti lascia entrare in una volta ti assuefà
Ti prende con le unghie dipinte delle dita
Di lunghe mani elettriche
E con la faccia scura di chi ha visto morire
E non teme offese per la verità
E quando passa Laura non sai dove guardare
Se ti guarderà
E i suoi silenzi sono armonici echi di vite passate di là
Di vite passate da La..

Così lei non partecipa a conversazioni
Sui grandi cambiamenti dell'umanità
Ha avuto troppi figli di scopate stanche
e padri senza dignità
Laura ha superato diffidenti primavere
Laura sta pensando al lungo inverno che verrà
E io mi perdo ancora sulle sue labbra rosse
sulle sue labbra nere
E i suoi baci sono lenti e profondi
E tagliano il cuore a metà
E spaccano il cuore a metà

Laura

Laura sabe que está sozinha e nunca tem nada pra fazer
Mas se você deixar ela entrar, em um instante te vicia
Te pega com as unhas pintadas das mãos
Com longas mãos elétricas
E com a cara sombria de quem viu a morte
E não teme ofensas pela verdade
E quando Laura passa, você não sabe onde olhar
Se ela vai te olhar
E seus silêncios são ecos harmônicos de vidas passadas de lá
De vidas passadas de La..

Assim, ela não participa de conversas
Sobre as grandes mudanças da humanidade
Teve filhos demais de noites cansativas
E pais sem dignidade
Laura superou primaveras desconfiadas
Laura está pensando no longo inverno que vem
E eu me perco de novo em seus lábios vermelhos
Em seus lábios negros
E seus beijos são lentos e profundos
E cortam o coração ao meio
E quebram o coração ao meio

Composição: Riccardo Sinigallia