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Gravidade

Rico Ariezor

Algo em mim
Sai do eixo devagar
Sem motivo aparente

Como estrela
Que começa a se curvar
Por um peso invisível à frente

E eu finjo que controlo o movimento
Que escolho onde parar
Mas toda vez que você chega perto
Meu mundo volta a girar

Não é escolha
Não é vontade
É o corpo obedecendo
À gravidade

Você me puxa
Sem fazer nada
E quando penso que escapei
Já estou na tua órbita outra vez

Algo em mim
Sai do eixo devagar
Sem motivo aparente

Como estrela
Que começa a se curvar
Por um peso invisível à frente

E eu finjo que controlo o movimento
Que escolho onde parar
Mas toda vez que você chega perto
Meu mundo volta a girar

Não é escolha
Não é vontade
É o corpo obedecendo
À gravidade

Você me puxa
Sem fazer nada
E quando penso que escapei
Já estou na tua órbita outra vez

Se cair
Não vai ser acidente

Foi o peso do desejo
Nos puxando
Lentamente

Não é escolha
Não é vontade
É o corpo obedecendo
À gravidade

Você me puxa
Sem fazer nada
E quando penso que escapei
Já estou na tua órbita outra vez

Não é escolha
Não é vontade

É o corpo obedecendo
À gravidade

Se eu volto
Não é fraqueza

É só o mundo lembrando
Que certas órbitas
São a nossa natureza

Composição: Carlos Henrique Barbosa Rozeira