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Do Que Você Se Orgulha

Lupillo Rivera

De Que Me Presumes

De que me presumes
Rico vanidoso si somos iguales
Si aun con tu dinero
También tienes penas
También tienes males
A ti tu riqueza
Ante la tristeza
No te vuelve inmune
Y a mí la pobreza
Con los de mi clase
Más y más me une

Tu estilo de vida
La presión te aumenta
Y te quita la calma
Yo vivo tranquilo
Con la fe el pecho
Y paz en el alma
Tú tienes empleados
Que por unos pesos
La espalda te cuidan
Y yo tengo amigos
Que sin un centavo
Dan por mí la vida

Tu casa es enorme
Pero se termina donde está la barda
Y yo tengo un monte
Que no lo recorro
Ni en varias semanas
Tu pa' refrescarte
Tienes una alberca
En agua cristalina
El río en que me baño
No sé dónde empieza
Ni donde termina

Malgastas tu tiempo
Y descuidas tu vida
Por buscar fortuna
Mientras yo disfruto
Cantando a la noche
A la luz de la Luna
Vives angustiado
Pensando que puedan
Caer tus finanzas
Yo al cielo bendigo
Si en el día en que vivo
Pa comer me alcanza
Te duermes oyendo
Aullar las sirenas
Y viendo a los pillos
Cuando a mí me arrulla
La noche serena
Y el canto del grillo

Pones diez alarmas
Y a la media noche
Temblando despiertas
Yo duermo tranquilo
De pierna tirante
Y con la puerta abierta

Date cuenta de eso
Que aunque tengas oro
Y yo tenga cobre
Fíjate por dentro
Di quien es el rico
Y quien es pobre
Si el día de la muerte
Cuando allá en la tumba
Nuestro cuerpo empolvé
Ya no va a haber nada
Que a mí me haga falta
Ni que a ti te sobre
Ya no va a haber nada
Que a mí me haga falta
Ni que a ti te sobre

Do Que Você Se Orgulha

Do que você se orgulha
Rico vaidoso, se somos iguais
Se mesmo com sua grana
Você também tem problemas
Você também tem males
Sua riqueza
Diante da tristeza
Não te torna imune
E a minha pobreza
Com os da minha classe
Mais e mais me une

Seu estilo de vida
A pressão só aumenta
E te tira a calma
Eu vivo tranquilo
Com fé no peito
E paz na alma
Você tem empregados
Que por uns trocados
Te protegem as costas
E eu tenho amigos
Que sem um centavo
Dariam a vida por mim

Sua casa é enorme
Mas acaba onde termina o muro
E eu tenho um monte
Que não percorro
Nem em várias semanas
Você, pra se refrescar
Tem uma piscina
Com água cristalina
O rio em que me banho
Não sei onde começa
Nem onde termina

Você desperdiça seu tempo
E descuida da vida
Por buscar fortuna
Enquanto eu aproveito
Cantando à noite
À luz da lua
Você vive angustiado
Pensando que podem
Cair suas finanças
Eu agradeço ao céu
Se no dia em que vivo
Pra comer me basta
Você dorme ouvindo
As sirenes a uivar
E vendo os bandidos
Quando eu sou embalado
Pela noite serena
E o canto do grilo

Você coloca dez alarmes
E à meia-noite
Desperta tremendo
Eu durmo tranquilo
Com a perna esticada
E a porta aberta

Perceba isso
Que mesmo tendo ouro
E eu tendo cobre
Olhe por dentro
Diga quem é o rico
E quem é o pobre
Se no dia da morte
Quando lá na cova
Nosso corpo apodrecer
Não vai haver nada
Que me faça falta
Nem que a você sobre
Não vai haver nada
Que me faça falta
Nem que a você sobre

Composição: Ramon Melendez