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Tranças

Roberto Goyeneche

Trenzas

Trenzas
Seda dulce de tus trenzas
Luna en sombra de tu piel
Y de tu ausencia
Trenzas que me ataron en el yugo de tu amor
Yugo casi de blando de tu risa de tu voz
Fina
Caridad de mi rutina
Me encontré tu corazón
En una esquina
Trenzas de color de mate amargo
Que endulzaron mi letargo gris

¿Adónde fue tu amor de flor silvestre?
¿Adónde, adónde fue después de amarte?
Tal vez mi corazón tenía que perderte
Y así mi soledad se agranda por buscarte
Y estoy llorando así
Cansado de llorar
Trenzado a tu vivir
Con trenzas de ansiedad, sin ti
Por qué tendré que amar
Y al fin partir

Pena
Vieja angustia de mi pena
Frase trunca de tu voz
Que me encadena
Pena que me llena de palabras sin rencor
Llama que te llama con la llama del amor
Trenzas
Seda dulce de tus trenzas
Luna en sombra de tu piel
Y de tu ausencia
Trenzas
Nudo atroz de cuero crudo
Que me ataron a tu mudo adiós

Tranças

Tranças
Doce seda de suas tranças
Lua na sombra de sua pele
e da sua ausência
Tranças que me amarraram no jugo do seu amor
Jugo quase suave do teu riso da tua voz
Multar
Caridade da minha rotina
encontrei seu coração
Em um canto
Tranças de cor fosca amarga
Isso adoçou minha letargia cinzenta

Para onde foi o seu amor de flores silvestres?
Onde, para onde ele foi depois de te amar?
Talvez meu coração teve que te perder
E assim minha solidão cresce para te procurar
E eu estou chorando assim
cansado de chorar
Trançado para sua vida
Com tranças de ansiedade, sem você
Por que eu tenho que amar?
e finalmente sai

Dor
velha angústia da minha dor
Frase truncada da sua voz
que me acorrenta
pena que me enche de palavras sem rancor
Chama que te chama com a chama do amor
Tranças
Doce seda de suas tranças
Lua na sombra de sua pele
e da sua ausência
Tranças
Nó horrível de couro cru
que me amarrou ao seu adeus mudo

Composição: Armando Pontier / Homero Expósito