Os dias já se despedem de mim
Do casco encalhado
Na densa areia de mundos distantes crescem raízes
Nascem serpentes dos mastros desnudos
Retorcidos pelos ventos
Fica a esperança de um dia poder voltar a amar
Meus braços cansados de remar
Cavam profundos silêncios na areia
Jogados à deriva sem nada a perguntar
Ressecados muito além do além mar
O Sol incandescente de todos os dias
Fere minha pele embebida no esquecimento do tempo
Os dias já se despedem de mim
Fica o vento, fica o tempo
Fica o casco, fica o mastro
E eu sigo a navegar
Fica o vento, fica o tempo
Fica o casco, fica o mastro
E eu sigo a navegar
Os dias já se despedem de mim