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Angélica

Roberto Yanes

Angélica

Angélica, cuando te nombro
Me vuelven a la memoria
Un valle, pálida Luna en la noche de abril
Y aquel pueblito de Córdoba
Un valle, pálida Luna en la noche de abril
Y aquel pueblito de Córdoba

Si un águila fue tu cariño
Paloma, mi pobre alma
Temblando mi corazón en sus garras sangró
Y no le tuviste lástima
Temblando mi corazón en sus garras sangró
Y no le tuviste lástima

No olvidaré cuando en mi Córdoba te vi
Y tu clavel bajo los árboles robé
Mis brazos fueron tu nido, tu velo, la luz
De la Luna entre los álamos
Mis brazos fueron tu nido: Tu velo la luz
De la Luna entre los álamos

Tus párpados y por instantes
Te vuelven los ojos manzos
Recuerdan cuando en el cielo de pronto se ve
Que nace y muere un relámpago
Recuerdan cuando en el cielo de pronto se ve
Que nace y muere un relámpago

La sábana que sobre el suelo se tiende cuando la escarcha
No es blanca como la tímida flor de tu piel ni fría como tus lágrimas
No es blanca como la tímida flor de tu piel ni fría como tus lágrimas

No olvidaré cuando en mi Córdoba te vi
Y tu clavel bajo los árboles robé
Mis brazos fueron tu nido, tu velo, la luz
De la Luna entre los álamos
Mis brazos fueron tu nido: Tu velo la luz
De la Luna entre los álamos

Angélica

Angélica, quando te nomeio
Me vem à memória
Um vale, pálida Lua na noite de abril
E aquele vilarejo em Córdoba
Um vale, pálida Lua na noite de abril
E aquele vilarejo em Córdoba

Se uma águia foi teu amor
Pombinha, minha pobre alma
Tremendo meu coração em suas garras sangrou
E você não teve pena
Tremendo meu coração em suas garras sangrou
E você não teve pena

Não vou esquecer quando em Córdoba te vi
E teu cravo sob as árvores eu roubei
Meus braços foram teu ninho, teu véu, a luz
Da Lua entre os álamos
Meus braços foram teu ninho: Teu véu a luz
Da Lua entre os álamos

Teus olhos e por instantes
Te trazem os olhos mansos
Lembram quando no céu de repente se vê
Que nasce e morre um relâmpago
Lembram quando no céu de repente se vê
Que nasce e morre um relâmpago

O lençol que se estende no chão quando a geada
Não é branca como a tímida flor da tua pele nem fria como tuas lágrimas
Não é branca como a tímida flor da tua pele nem fria como tuas lágrimas

Não vou esquecer quando em Córdoba te vi
E teu cravo sob as árvores eu roubei
Meus braços foram teu ninho, teu véu, a luz
Da Lua entre os álamos
Meus braços foram teu ninho: Teu véu a luz
Da Lua entre os álamos

Composição: Roberto Cambaré