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Nesta Tarde Cinza

Rocío Durcal

En Esta Tarde de Gris

Qué ganas de llorar
en esta tarde gris,
en su repiquetear
la lluvia habla de ti.
Remordimiento de saber
que, por mi culpa, nunca,
vida, nunca te veré.
Mis ojos al cerrar
te ven igual que ayer,
temblando al implorar
de nuevo mi querer.
Y hoy es tu voz que vuelve a mí,
en esta tarde gris.

Ven,
triste me decías,
que en esta soledad
no puede más el alma mía...
Ven,
y, apiadate de mi dolor,
que estoy cansada de llorar,
de sufrir y esperar
y de hablar siempre a solas
con mi corazón.
Ven,
que te quiero tanto,
que si no vienes hoy
voy a quedar ahogada en llanto...
No,
no puede ser que siga así,
con este amor clavado en mí
como una maldición.

No supe comprender
tu desesperación
y alegre me alejé
en alas de otro amor.
Qué solo y triste me encontré
cuando me vi tan lejos
y mi engaño comprobé.
Mis ojos al cerrar
te ven igual que ayer
temblando al implorar
de nuevo mi querer
y hoy es tu voz que sangra en mí
en esta tarde gris.

Nesta Tarde Cinza

Que vontade de chorar
nesta tarde cinza,
en seu repicar
a chuva fala de você.
Remorso de saber
que, por minha culpa, nunca,
você, nunca vou te ver.
Meus olhos ao fechar
te veem igual a ontem,
tremendo ao implorar
de novo meu querer.
E hoje é sua voz que volta a mim,
nesta tarde cinza.

Vem,
triste você dizia,
que nesta solidão
minha alma não aguenta mais...
Vem,
e, tenha pena da minha dor,
que estou cansada de chorar,
de sofrer e esperar
e de sempre falar sozinha
com meu coração.
Vem,
que eu te amo tanto,
que se você não vier hoje
vou ficar afogada em pranto...
Não,
não pode ser que eu siga assim,
com esse amor cravado em mim
como uma maldição.

Não soube compreender
a sua desesperação
e alegre me afastei
nas asas de outro amor.
Que sozinho e triste me encontrei
quando me vi tão longe
e meu engano comprovei.
Meus olhos ao fechar
te veem igual a ontem
tremendo ao implorar
de novo meu querer
e hoje é sua voz que sangra em mim
nesta tarde cinza.

Composição: Mariano Mores