395px

Das Cruzes

Rocío Durcal

Dos Cruces

Sevilla tuvo que ser,
Con su lunita plateada,
Testigo de nuestro amor,
Bajo la noche callada.

Y nos quisimos los dos,
Con un amor sin pecado,
Pero el destino ha querido,
Que vivamos separados.

Están clavadas dos cruces,
En el monte del olvido,
Por dos amores que han muerto,
Sin haberse comprendido.

Están clavadas dos cruces,
En el monte del olvido,
Por dos amores que han muerto,
Que son el tuyo y el mío.

Hay barrio de santa Cruz,
Hay plaza de doña Elvira,
Te vuelvo yo a recordar,
Y me parece mentira.

Ya todo aquello acabo,
Todo quedo en el olvido,
Nuestras promesas de amores,
En el aire se han perdido.

Están clavadas dos cruces,
En el monte del olvido,
Por dos amores que han muerto,
Sin haberse comprendido.

Están clavadas dos cruces,
En el monte del olvido,
Por dos amores que han muerto,
Que son el tuyo y el mío.

Que son el tuyo y el mío.

Das Cruzes

Sevilha tinha que ser,
Com sua lua prateada,
Testemunha do nosso amor,
Sob a noite silenciosa.

E nós nos amamos os dois,
Com um amor sem pecado,
Mas o destino quis assim,
Que vivêssemos separados.

Estão cravadas duas cruzes,
No monte do esquecimento,
Por dois amores que morreram,
Sem terem se compreendido.

Estão cravadas duas cruzes,
No monte do esquecimento,
Por dois amores que morreram,
Que são o seu e o meu.

Tem bairro de Santa Cruz,
Tem praça da Dona Elvira,
Eu volto a te recordar,
E parece mentira.

Já tudo isso acabou,
Tudo ficou no esquecimento,
Nossas promessas de amor,
No ar se perderam.

Estão cravadas duas cruzes,
No monte do esquecimento,
Por dois amores que morreram,
Sem terem se compreendido.

Estão cravadas duas cruzes,
No monte do esquecimento,
Por dois amores que morreram,
Que são o seu e o meu.

Que são o seu e o meu.

Composição: Carmelo Larrea