Algún día, Vietnam
Algún día, Vietnam,
florecerá el arroz,
y las delgadas cañas de tus ríos
contemplarán al mozo guerrillero,
ahora campesino.
Algún día, Vietnam,
podrás contar al mundo
cómo cegaron la vida de tu pueblo,
cómo quemaron el rostro de tus niños,
que ahora son recuerdos.
Algún día, Vietnam,
enfrentarás dichoso
los ojos oblicuos de la madre
contemplando al mozo guerrillero
surcando tu destino.
Pero aún, Vietnam,
tu pueblo combatiente
reclamando poemas y canciones
y pintando con su sangre guerrillera
la tierra más querida.
Um Dia, Vietnã
Um dia, Vietnã,
florirá o arroz,
e as finas canas dos teus rios
contemplarão o jovem guerrilheiro,
agora camponês.
Um dia, Vietnã,
você poderá contar ao mundo
como ceifaram a vida do teu povo,
como queimaram o rosto dos teus filhos,
que agora são lembranças.
Um dia, Vietnã,
você enfrentará feliz
os olhos puxados da mãe
contemplando o jovem guerrilheiro
navegando seu destino.
Mas ainda, Vietnã,
teu povo lutador
reclamando poemas e canções
e pintando com seu sangue guerrilheiro
a terra mais amada.
Composição: Rolando Alarcon