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Trauma

Ronaldo Coisa Nossa

Por que será que eu sonho
O engenho, senzalas, plantações de cana
Tronco sujo com sangue da raça humana
Por querer liberdade de se alimentar

Casa grande, garimpo e fartura
Meu povo passando amargura
Experiência secular

Nos cafezais o que se ouvia
Nos cafezais o que se ouvia

Sonho com samba nascendo
Entre cadenciados sussurros e lamentos
Que o banjo dos escravos negros provocou

Trauma, milhares de outros tormentos
Que à humanidade envergonhou

E na senzala o que se ouvia
E na senzala o que se ouvia

O samba tá no sangue do povo brasileiro
Marcando presença pelo mundo inteiro
É passaporte de alguém para algum lugar

O samba tá no sangue do povo brasileiro
Marcando presença pelo mundo inteiro
É passaporte de alguém para algum lugar

Seja samba de quadra
Salão ou terreiro
Sou candidato a canjeiro
Ritmando a cantar

E na senzala o que se ouvia
Malditas as sequelas
Que acabem um dia
Adeus à depravação, à covardia

Tudo o que nosso povo na pele sentia
Tudo o que nosso povo na pele sentia

O samba está no sangue do povo brasileiro
Marcando presença no mundo inteiro
É passaporte de alguém procura se apaga

O sangue do povo brasileiro
Marcando presença pelo mundo inteiro
É passaporte de alguém para algum lugar

Seja samba de quadra, salão ou terreiro
Sou candidato a canjeiro
Ritmando a cantar

E na senzala o que se ouvia
Malditas as sequelas
Que acabem um dia
Adeus à depravação, à covardia

Tudo o que nosso povo na pele sentia
Tudo o que nosso povo na pele sentia

Composição: Ronaldo Coisa Nossa