Eu vejo as manchetes dos jornais
Com frases bonitas
Tão filosofais
Que falam da vida e tempos atrás
Que mostram a fachada
E nunca os quintais
Que nos cegam como a noite
Nos mostrando o que é a dor
E eu não sei por onde começar
Sinto falta de estar em algum lugar
Sozinho, sozinho
Quem dera um dia os filhos dos homens
Mostrassem a um filho a honra de um nome
Mas amam a vida por ser imoral
Nascem com sede e mortos de fome
Ajoelham-se arrependidos
Por tudo que se passou
Fecham os olhos e tapam os ouvidos
Como se estivessem fazendo um favor
E tudo fica do jeito que sempre foi
Esperam o perdão sem que façam o sacrifico
Uma noite não se acaba
Sem que o dia amanheça
Um joelho não se dobra
Sem que o outro reconheça
Sinto frio, estou sozinho
Composição: Francisco Dejane, Fabrício T. Costa