LA ANSIEDAD
La ansiedad
Brilla cómoda en su brisa
Tambaleando entre cenizas de amor
Majestad
Perdón por pedir caricias
Para ver si así reinicia el sabor
Le perdí el gusto a la vida
Todo se me hace aburrido, menos ese espacio
Donde me calzo los auris despacio al oído
Camino y pienso, pero no reflexiono
Solo actúo, y no es debido
Pero tengo mucho tiempo para juzgarme
Como para estar bien conmigo
En tercera perspectiva avanzo
Lleno de impurezas mi cuarto
¿Será porque esa persona toco mi cuarzo?
¿O golpeó mis lazos? Abracé al escaso
Momento de temperatura en sus brazos
Para saciar la sed de rechazo
Y vomitar en letra inspiración de momentos falsos
Hoy, se rehabilitan mis pasos
Camino pero en diagonales
Y a veces extraño esos besos
Que son incondicionales
Entendí que ya no hay caso
Mis vínculos no son normales
Y cuando es que veo un progreso
Sigo sin ver mis canales
La ansiedad
Brilla cómoda en su brisa
Tambaleando entre cenizas de amor
Todo esto me satura, ¿cómo curo estas suturas?
Tercer día ya sin almorzar
Empiezo a gozar del odio que no se me cura
La sabana me empieza a enrollar
Al hablar mi voz se hunde
Estar apegado a la soledad
Se me hizo costumbre
A ANSIEDADE
A ansiedade
Brilha tranquila na sua brisa
Tremulando entre cinzas de amor
Majestade
Desculpa por pedir carinho
Pra ver se assim reinicia o sabor
Perdi o gosto pela vida
Tudo tá tão chato, menos aquele espaço
Onde coloco os fones devagar no ouvido
Caminho e penso, mas não reflito
Só ajo, e não é certo
Mas tenho muito tempo pra me julgar
Como pra ficar bem comigo
Em terceira pessoa eu avanço
Encho meu quarto de impurezas
Será que é porque aquela pessoa tocou meu cristal?
Ou bagunçou meus laços? Abracei o escasso
Momento de calor nos braços dela
Pra saciar a sede de rejeição
E vomitar em letras a inspiração de momentos falsos
Hoje, reabilito meus passos
Caminho, mas em diagonais
E às vezes sinto falta daqueles beijos
Que são incondicionais
Entendi que não tem jeito
Meus vínculos não são normais
E quando é que vejo um progresso?
Continuo sem ver meus canais
A ansiedade
Brilha tranquila na sua brisa
Tremulando entre cinzas de amor
Tudo isso me sufoca, como curo essas feridas?
Terceiro dia já sem almoçar
Começo a curtir o ódio que não me deixa em paz
O lençol começa a me enrolar
Ao falar minha voz se afunda
Estar grudado na solidão
Virou rotina