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E Nos Deram as Dez

Rubby Pérez

Y Nos Dieron Las Diez

Fue en un pueblo con mar, una noche
Después de un concierto
Tú reinabas detrás
De la barra del único bar que vimos abierto

Cántame una canción, al oído
Y te pongo un cubata
Con una condición
Que me dejes abierto el balcón de tus ojos de gata

Loco por conocer
Los secretos de tu dormitorio
Esa noche canté
Al piano del amanecer todo mi repertorio

Los clientes del bar, uno a uno
Se fueron marchando
Tú saliste a cerrar
Yo me dije: Cuidado, chaval, te estás enamorando

Luego todo pasó
De repente, mi dedo en tu espalda
Dibujo un corazón
Y mi mano le correspondió debajo de tu falda

Caminito al hostal
Nos besamos en cada farola
Era un pueblo con mar
Yo quería dormir contigo y tú no querías dormir sola

Y nos dieron las 10:00 y las 11:00
Las 12:00 y la 1:00 y las 2:00 y las 3:00
Y desnudos al anochecer nos encontró la Luna

Nos dijimos adiós
Ojalá que volvamos a vernos
El verano acabó
El otoño duró lo que tarda en llegar el invierno

Y a tu pueblo, el azar
Otra vez, el verano siguiente
Me llevó y al final
Del concierto me puse a buscar tu cara entre la gente

Y no hallé quién de ti me dijera
Ni media palabra
Parecía como si
Nos quisiera gastar el destino una broma macabra

No había nadie detrás de la barra
Del otro verano
Y en lugar de tu bar
Me encontré una sucursal del Banco Hispano Americano

Tu memoria vengué
A pedradas, contra los cristales
Sé que no lo soñé
Protestaba, mientras me arrestaban los municipales

En mi declaración
Alegué que llevaba tres copas
Y empecé esta canción
En el cuarto donde, aquella vez, te quitaba la ropa

Y nos dieron las 10:00 y las 11:00
Las 12:00 y la 1:00 y las 2:00 y las 3:00
Y desnudos al anochecer nos encontró la Luna

Y nos dieron las 10:00 y las 11:00
Las 12:00 y la 1:00 y las 2:00 y las 3:00
Y desnudos al anochecer nos encontró la Luna

E Nos Deram as Dez

Foi em um povoado à beira-mar, numa noite
Depois de um show
Você reinava atrás
Do balcão do único bar que vimos aberto

Cante pra mim uma canção, no ouvido
E eu te dou um drink
Com uma condição
Que você deixe aberto o balcão dos seus olhos de gata

Louco pra conhecer
Os segredos do seu quarto
Naquela noite cantei
No piano do amanhecer todo meu repertório

Os clientes do bar, um a um
Foram se mandando
Você saiu pra fechar
Eu pensei: Cuidado, cara, você tá se apaixonando

Depois tudo aconteceu
De repente, meu dedo na sua costa
Desenhei um coração
E minha mão respondeu por baixo da sua saia

Caminhando pro hostel
Nos beijamos em cada poste
Era um povoado à beira-mar
Eu queria dormir com você e você não queria dormir sozinha

E nos deram as 10:00 e as 11:00
As 12:00 e a 1:00 e as 2:00 e as 3:00
E nus ao anoitecer nos encontrou a Lua

Nos dissemos adeus
Tomara que a gente se veja de novo
O verão acabou
O outono durou o tempo que leva pra chegar o inverno

E pro seu povo, o acaso
De novo, no verão seguinte
Me levou e no final
Do show eu comecei a procurar seu rosto entre a galera

E não achei quem de você me dissesse
Nem uma palavra
Parecia como se
O destino quisesse nos pregar uma peça macabra

Não tinha ninguém atrás do balcão
Do outro verão
E no lugar do seu bar
Me deparei com uma filial do Banco Hispano Americano

Vinguei sua memória
A pedradas, contra os vidros
Sei que não sonhei
Protestava, enquanto os guardas me prendiam

Na minha declaração
Aleguei que tinha tomado três drinks
E comecei essa canção
No quarto onde, naquela vez, eu tirava sua roupa

E nos deram as 10:00 e as 11:00
As 12:00 e a 1:00 e as 2:00 e as 3:00
E nus ao anoitecer nos encontrou a Lua

E nos deram as 10:00 e as 11:00
As 12:00 e a 1:00 e as 2:00 e as 3:00
E nus ao anoitecer nos encontrou a Lua

Composição: Joaquin Ramon Sabina