El Regreso (Aire de Milonga)
Cuando yo vuelva a mi tierra
Volveré de madrugada
Sin más luz que la que alumbra
La pena de mi guitarra
Veré ponchos de neblina
Gastados de cubrir pampas
Arriba, la cruz del sur
Tremendamente callada
Atrás quedarán caminos
Como sogas embarradas
Y adelante, yo no sé
Algo quizás tal vez nada
Que no me canten los grillos
Ni se inquieten las acacias
Quiero llegar a mi tierra
Como una sombra olvidada
Una gota de rocío
Para mi sed, será basta
Callado, siempre callado
Volveré de madrugada
O Retorno (Aire de Milonga)
Quando eu voltar pra minha terra
Voltarei de madrugada
Sem mais luz que a que ilumina
A dor da minha guitarra
Verão ponchos de neblina
Gastando pra cobrir as pampas
Lá em cima, a cruz do sul
Tremendamente calada
Ficarão pra trás os caminhos
Como cordas enlameadas
E à frente, eu não sei
Algo talvez, talvez nada
Que os grilos não me cantem
Nem as acácias se inquietem
Quero chegar na minha terra
Como uma sombra esquecida
Uma gota de orvalho
Pra minha sede, será o bastante
Calado, sempre calado
Voltarei de madrugada