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Garganta com Areia

Ruben Alberto Benegas

Garganta Con Arena

Ya ves, el día no amanece
Polaco Goyeneche, cantame un tango más
Ya ves la noche se hace larga
Tu vida tiene un karma, cantar, siempre cantar

Tu voz, que al tango lo emociona
Diciendo el punto y coma que nadie le canto
Con tu voz, con duendes y fantasmas
Respira con el asma de un viejo bandoneon

Canta, garganta con arena
Tu voz tiene la pena que Malena, no canto
Canta que Juarez te condena
A lastimar tu pena con su blanco bandoneon

Canta, la gente esta aplaudiendo
Y aunque te estes muriendo
No conocen tu dolor
Canta que Troilo desde el cielo
Debajo de tu almohada un verso te dejo

Cantor de un tango algo insolente
Hiciste que a la gente le duela tu dolor
Cantor de un tango equilibrista
Más que cantor artista
Con vicios de cantor

Ya ves a mi y a Buenos Aires
Nos falta siempre el aire
Cuando no esta tu voz
A vos que tanto me ensevaste
El día que cantaste conmigo una canción

Canta, garganta con arena
Tu voz tiene la pena que Malena, no canto
Canta que Juarez te condena
A lastimar tu pena con su blanco bandoneon

Canta, la gente esta aplaudiendo
Y aunque te estes muriendo
No conocen tu dolor
Canta que Troilo desde el cielo
Debajo de tu almohada un verso te dejo

Canta, garganta con arena
Tu voz tiene la pena que Malena, no canto
Canta que Juarez te condena
A lastimar tu pena con su blanco bandoneon

Canta, la gente esta aplaudiendo
Y aunque te estes muriendo
No conocen tu dolor
Canta que Troilo desde el cielo
Debajo de tu almohada un verso te dejo

Garganta com Areia

Já vê, o dia não amanhece
Polaco Goyeneche, canta mais um tango pra mim
Já vê a noite se arrasta
Sua vida tem um karma, cantar, sempre cantar

Sua voz, que emociona o tango
Dizendo o ponto e vírgula que ninguém cantou
Com sua voz, com duendes e fantasmas
Respira com a asma de um velho bandoneon

Canta, garganta com areia
Sua voz tem a dor que Malena não cantou
Canta que Juarez te condena
A machucar sua dor com seu bandoneon branco

Canta, a galera tá aplaudindo
E mesmo que você esteja morrendo
Eles não conhecem sua dor
Canta que Troilo do céu
Deixou um verso debaixo do seu travesseiro

Cantor de um tango meio insolente
Fizeste a galera sentir sua dor
Cantor de um tango equilibrista
Mais que cantor, artista
Com vícios de cantor

Já vê, eu e Buenos Aires
Sempre nos falta o ar
Quando sua voz não tá
Pra você que tanto me ensinou
No dia que cantou comigo uma canção

Canta, garganta com areia
Sua voz tem a dor que Malena não cantou
Canta que Juarez te condena
A machucar sua dor com seu bandoneon branco

Canta, a galera tá aplaudindo
E mesmo que você esteja morrendo
Eles não conhecem sua dor
Canta que Troilo do céu
Deixou um verso debaixo do seu travesseiro

Canta, garganta com areia
Sua voz tem a dor que Malena não cantou
Canta que Juarez te condena
A machucar sua dor com seu bandoneon branco

Canta, a galera tá aplaudindo
E mesmo que você esteja morrendo
Eles não conhecem sua dor
Canta que Troilo do céu
Deixou um verso debaixo do seu travesseiro

Composição: Humberto Vicente Castagna -Ou-Cacho Castaña