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Janelinha do Subúrbio (Tango)

Ruben Alberto Benegas

Ventanita de Arrabal (Tango)

Ventanita de arrabal
Puede que un día vuelva
Si no te puedo olvidar
Cuando estén tus hojas secas
Abrazándome en tus rejas
Nos pondremos a llorar

En el barrio caferata
En un viejo conventillo
Con los pisos de ladrillo
Minga de puerta cancel
Donde van los organitos
Sus lamentos rezongando
Esta la piba esperando
Que pase el muchacho aquel

Aquel que solito
Entro al conventillo
Echando en los ojos
El fungi marrón
Botín enterizo
El cuello con brillo
Pidió una guitarra
Y pa' ella cantó

Aquel que un domingo
Bailaron un tango
Aquel que le dijo
Me muero por vos
Aquel que su almita
Rodó por el tango
Aquel que a la reja
Nunca más volvió

Ventanita del cotorro
Donde solo hay flores secas
Vos también abandonada
De aquel día se quedó
El rocío de sus hojas
Las garuas de la ausencia
Con el dolor de un suspiro
Tu tronquito destrozo

Janelinha do Subúrbio (Tango)

Janelinha do subúrbio
Pode ser que um dia eu volte
Se eu não conseguir te esquecer
Quando suas folhas estiverem secas
Me abraçando nas suas grades
Vamos nos pôr a chorar

No bairro Caferata
Em um velho cortiço
Com os pisos de tijolo
Sem porta de entrada
Onde vão os organistas
Seus lamentos resmungando
Aqui está a garota esperando
Que passe aquele rapaz

Aquele que sozinho
Entrou no cortiço
Com um olhar
De fungo marrom
Botinha de couro
Colarinho brilhante
Pediu um violão
E pra ela cantou

Aquele que um domingo
Dançou um tango
Aquele que disse
Eu morro por você
Aquele que sua alma
Rodou pelo tango
Aquele que na grade
Nunca mais voltou

Janelinha do cotorro
Onde só há flores secas
Você também abandonada
Desde aquele dia ficou
O orvalho das suas folhas
As chuvas da ausência
Com a dor de um suspiro
Seu tronquinho despedaçado

Composição: Pascual Contursi