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Canto à Mãe

Rubén Blades

Canto a La Madre

No te alegres Muerte, hoy con tu victoria, pues mi madre
vive toda en mi memoria. No te enorgullezcas si me ves
llorando, yo no me avergüenzo de estarla extrañando.
Me ha enseñado, Muerte, a no tenerte miedo.
Mi querida vieja se fué combatiendo.
No te enorgullezcas Muerte, tu triunfo es vacío,
yo su amor protejo y ella cuida al mío.
Decir adiós, es difícil camará pero aún lo es mucho más
cuando se le da a una madre. Deja un vacío, imposible
de llenar, por toda una eternidad: huérfano es el amor mío.

Madre, sólo hay una en la vida.
Dorme, Dorme, o meu amor.

Canto à Mãe

Não se alegre, Morte, hoje com sua vitória, pois minha mãe
vive toda na minha memória. Não se orgulhe se me vê
chorando, eu não me envergonho de estar sentindo falta dela.
Ela me ensinou, Morte, a não ter medo de você.
Minha querida velha se foi lutando.
Não se orgulhe, Morte, sua vitória é vazia,
eu protejo seu amor e ela cuida do meu.
Dizer adeus é difícil, camarada, mas ainda é muito mais
quando se diz a uma mãe. Deixa um vazio, impossível
de preencher, por toda uma eternidade: órfão é o meu amor.

Mãe, só há uma na vida.
Dorme, Dorme, meu amor.

Composição: Rubén Blades