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Ponte do Mundo

Rubén Blades

Puente Del Mundo

Verde cinta de tierra, que estando ausente llevo por dentro;
Olas de norte y sur se unen en tu centro.
Roja, azul, blanca aurora, nació del tajo de una sandía;
Un alma de inmigrante fue tu semilla, y la sangre del indio
Formó tu orilla. ¡piedra de cielo! ¡agua de luna!
Ngobe bugle, emberá, chocó, blanco, negro y kuna:
Perfiles de una esperanza que no se esfuma.

Un paraíso compraron cuentas de vidrio, telas y espejos;
Fuente de juventud para un viejo imperio.
La luz dentro de tu entraña se transformó en camino de
Acero, y nuestra gente en sombras de la que fueron.
¿cuándo seremos manos, en vez de dedos?
Con claro oscuro, con socabón, ¡con fiesta y duelo!
Pedazos de corazón formaron tu suelo.
Siempre estaremos aquí, aunque estemos lejos.

En el puente del mundo
Abiá yala bin sógue *

* ("amén a la américa indígena", en lenguaje kuna)

Ponte do Mundo

Cinta verde de terra, que mesmo ausente eu levo por dentro;
Ondas do norte e do sul se encontram no seu centro.
Aurora vermelha, azul e branca, nasceu do corte de uma melancia;
Uma alma de imigrante foi sua semente, e o sangue do índio
Formou sua margem. Pedra do céu! Água da lua!
Ngobe bugle, emberá, chocó, branco, negro e kuna:
Perfis de uma esperança que não se apaga.

Um paraíso compraram com contas de vidro, tecidos e espelhos;
Fonte de juventude para um velho império.
A luz dentro da sua essência se transformou em caminho de
Aço, e nossa gente em sombras do que foram.
Quando seremos mãos, em vez de dedos?
Com claro e escuro, com buracos, com festa e luto!
Pedaços de coração formaram seu solo.
Sempre estaremos aqui, mesmo que distantes.

Na ponte do mundo
Abiá yala bin sógue *

* ("amém à américa indígena", em língua kuna)

Composição: