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Londres

Rufus Wainwright

London

I wander through each chartered streets,
Near where the chartered Thames does flow,
And mark in every face I meet,
Marks of weakness, marks of woe
In every cry of every man,
In every infant's cry of fear,
In every voice, in every ban,
The mind-forged manacles I hear

How the chimney-sweeper's cry
Every blackening church appals,
And the hapless soldier's sigh
Runs in blood down palace-walls
But most, through midnight streets I hear
How the youthful harlot's curse
Blasts the new-born infant's tear,
And blights with plagues the marriage-hearse

Londres

Eu perambulo por cada rua marcada,
Perto de onde o Tâmisa, também marcado, flui,
E vejo em cada rosto que encontro,
Marcas de fraqueza, marcas de dor.
Em cada grito de cada homem,
No choro de cada bebê com medo,
Em cada voz, em cada proibição,
As algemas forjadas pela mente eu ouço.

Como o grito do limpador de chaminés
A cada igreja que se torna negra, apavora,
E o suspiro do soldado desgraçado
Desce em sangue pelas paredes do palácio.
Mas, principalmente, pelas ruas à meia-noite eu ouço
Como a maldição da jovem prostituta
Destrói a lágrima do recém-nascido,
E contamina com pragas o leito de casamento.

Composição: Rufus Wainwright / William Blake