Ona lezhala na zemle
Ona byla sovsem moloda.
Ona uchilas' tol'ko mechtat'.
I mat' eyo zhila ne odna,
I otchim vsyo hotel prilaskat'.
Eyo tyanulo bol'she k druz'yam -
Druz'ya eyo schitali bol'noj.
Oni brosali hleb vorob'yam,
I pozdno raskhodilis' domoj.
Ona uzhe ne pomnit sama,
Kogda podsela na iglu,
Ona davno "torchit" ne odna,
Oni EGO berut na uglu.
V poslednij raz ih obschij bayan,
Ispolnil val's iskolotyh ven,
Razdvinul etot mir po krayam,
Razrushiv ih depressii plen.
Ona lezhala na zemle,
glazami tselyas' pryamo v nebo,
Tak nikogda s nej laskov ne byl
ves' mir, kipyaschij na ogne.
Holodnoj ten'yu v tishine,
Raskinuv ruki, vygnuv telo,
Obnyav ogromnyj mir nesmelo,
Ona lezhala na zemle...
Ela deitada no chão
Ela era bem jovem.
Ela só sabia sonhar.
E a mãe dela não estava sozinha,
E o padrasto só queria se aproximar.
Ela se sentia mais atraída pelos amigos -
Os amigos a achavam doente.
Eles jogavam pão para os pardais,
E voltavam tarde para casa.
Ela já não se lembra mais,
Quando começou a usar a droga,
Ela faz tempo que não "brilha" sozinha,
Eles a pegam na esquina.
Na última vez, o acordeão deles,
Tocou um valsinha de corações quebrados,
Deslocou esse mundo para as bordas,
Destruindo as correntes da depressão.
Ela deitava no chão,
Com os olhos fixos direto no céu,
Nunca ninguém foi gentil com ela,
Nesse mundo fervendo em chamas.
Com a sombra fria no silêncio,
Espalhando os braços, arqueando o corpo,
Abraçando o enorme mundo timidamente,
Ela deitava no chão...