Falto de Asfalto
Falto de asfalto.
De galas tenebrosas suburbanas.
De sórdidas benévolas paganas.
De tertulias que sacuden tinteros.
De yeites disfónicos certeros.
Lánguido juicio,
De edípico palomo insatisfecho.
Colega genuflexo del tirano,
Mi ímpetu germina su desgano
Y enciende con ahínco su despecho.
Que promueve entre sus líneas
El rechazo a mi cultivo.
Pero ignoro su desidia,
que me encuentra reflexivo.
Y a una lora le hará nido
Bien debajo de su ombligo.
Gato insensato
de dorso talquito de la mama.
De ritmo sosegado, de pesebre.
Procure no colgarse de esta rama
porque forma parte de un árbol endeble.
Que promueve entre sus líneas
El rechazo a mi cultivo.
Pero ignoro su desidia,
que me encuentra reflexivo.
Y a una lora le hará nido
Bien debajo de su ombligo.
Te vislumbro gimoteando
en mi refugio sin salida.
Lamentando rebuznar
la complexión de mi guarida.
Suplicante advenedizo
cosmopolita y vencido.
Falta de Asfalto
Falta de asfalto.
De festas sombrias suburbanas.
De benesses sórdidas pagãs.
De reuniões que sacodem tinteiros.
De gritos dissonantes certeiros.
Juízo lânguido,
De pombo edípico insatisfeito.
Colega de joelhos do tirano,
Meu ímpeto faz brotar seu desgano
E acende com fervor seu despeito.
Que promove entre suas linhas
O desprezo ao meu cultivo.
Mas ignoro sua apatia,
Que me encontra reflexivo.
E a uma arara fará ninho
Bem debaixo do seu umbigo.
Gato insensato
De dorso talquinho da mamãe.
De ritmo sossegado, de celeiro.
Procure não se pendurar neste galho
Porque faz parte de uma árvore frágil.
Que promove entre suas linhas
O desprezo ao meu cultivo.
Mas ignoro sua apatia,
Que me encontra reflexivo.
E a uma arara fará ninho
Bem debaixo do seu umbigo.
Te vejo choramingando
No meu refúgio sem saída.
Lamentando relinchar
A aparência da minha morada.
Suplicante novato
Cosmopolita e vencido.