Mare
Mare,
sdraiato da millenni sotto il sole,
chissà gli amori che hai fatto sbocciare
e, come il mio, ne avrai visti finire.
Mare,
ti bacia il vento come fossi un fiore
e qualche volta ti fa anche arrabbiare
poi, forse stanco, torni a risposare.
Mare,
che dai da vivere anche al pescatore
coi tuoi riflessi e luci di lampare
chissà quanti occhi avrai fatto sognare.
Mare,
se Dio ti desse il modo di parlare
ne avresti storie tu da raccontare
di naufraghi, corsari e di avventure
finiti in fondo al mare.
Mare,
cristalli di rugiada sotto sale,
solleticato da leggere vele
che, come un bimbo, fermo non sai stare.
Mare,
vorrei aver più tempo per restare
perché anche se non parli sai ascoltare,
ti lascio i miei problemi in fondo al mare.
Mare,
un ultimo saluto, devo andare,
ci rivedremo ancora, ci puoi giurare
e un nuovo amore nascerà, vedra!
No no no no no….
Mar
Mar,
descansei milênios sob o sol,
quem sabe os amores que você fez florescer
e, como o meu, deve ter visto acabar.
Mar,
te beija o vento como se fosses uma flor
e às vezes te faz até ficar bravo
mas, talvez cansado, você volta a descansar.
Mar,
que dá sustento até pro pescador
com seus reflexos e luzes de lampadas
quem sabe quantos olhos você fez sonhar.
Mar,
se Deus te desse a chance de falar
terias histórias pra contar
sobre náufragos, corsários e aventuras
que acabaram no fundo do mar.
Mar,
cristais de orvalho sob o sal,
provocado por leves velas
que, como uma criança, parado não sabe ficar.
Mar,
queria ter mais tempo pra ficar
porque mesmo que não fales, sabes escutar,
te deixo meus problemas no fundo do mar.
Mar,
um último adeus, preciso ir,
vamos nos encontrar de novo, pode apostar
e um novo amor vai nascer, vai ver!
Não não não não não….
Composição: Salvatore Adamo