Me pergunto se é pecado desejar
Um lugar bem distante pra ficar
Em estado idílico, ou só dormindo
Como as coisas deveriam ser
Pode ser uma ilha ou um rio
O percurso faço a pé e caminho
Onde as estrelas, não brincam de girafa
E não preciso me esticar para as alcançar
A felicidade muitas vezes se constrói
Com mato seco encontrado na estrada
Com cacto de botija, suba na jangada
E navegue além dos limites do possível
Tijolos não se boiam na água
E bolas se furarem afundam também
Eu sou uma folha, não seca, viva
Onde o vento soprar eu irei
Tijolos não se boiam na água
E bolas se furarem afundam também
Eu sou uma folha, não seca, viva
Onde o vento soprar eu irei
Não sou tijolo pra afundar
Não sou tijolo pra afundar
Não sou tijolo pra afundar
Não sou tijolo pra afundar