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IRA DESATADA

Santaflow

IRA DESATADA

No sabes que te acompaña cuando está dormida
Muchos se creen libres solo porque está escondida
Es capaz de aflorar del interior de una herida
Para hacerte ganar o perder una partida
Puede transformar la tensión en comedia
A menudo trae consigo el aroma de la tragedia
El caos, se llenan venas y arterias
Las tripas mandan, el corazón solo a medias

Pero yo tengo el control
La conozco, me conozco, no es farol
Me controlo, la controlo, cual crisol
Ahora estoy, lejos del Sol
Y no pienso dejar que me quemen sus rayos
Y que enciendan la mecha, antaño tan corta
Aunque el alma esté a ratitos absorta
Padeciendo este mundo falaz de lacayos

Me pasa que la masa es imbécil
Y que se deja engañar y darme cuenta de que no cambiará
La propaganda en medios comprados por cualquier mandamás
Me frustra la extorsión, la falsa libertad
La rebeldía innata mata mi porvenir
La tiranía impone y pone mi sangre a hervir
Y así se alimenta la serpiente en mi interior
Y se convierte en una criatura mucho peor y trae

Fuego, me recorre las entrañas ante el
Juego de vivir entre patrañas y entre
Ciegos, moscas en telas de araña
Y ruego porque no escape el dragón, me muerdo el labio
Sosiego, cuento 10, respiro lento
Prefiero que no salga de esta cueva
Espero no desatar el tormento
Y si hay batalla, mejor dentro que fuera

Grito estando a solas, le pego al saco
Y mis letras más violentas del cuaderno ni las saco
¿Y por qué cojones yo me las trago?
¿Dónde quedó la libertad de expresión?
¿Por una canción puedo ir a prisión?
No alivio la presión de esta olla, se incrementa
Lo mejor es que me haga el gilipollas, ¿te das cuenta?
La llama se alimenta aunque intento lo contrario
Mejor dentro que fuera, guárdate tus comentarios

No me hables en este momento
¡Ni me mires! Que te considero un hostil elemento
¿Que me calme?
Ya no es tiempo
Soy Apofis, de sombra y de lava es mi aliento
Ni Amón Ra frena la oscuridad
Viene ya y nos va a devorar
El caos va a desatar la tormenta fatal
Siento ser como Seth, se potencia este mal

¡Y ya no hay marcha atrás
Alcanzado ese punto de no retorno!
La fisión, la fusión que derrite los hornos
Ese límite roto, el colmo del colmo
El uróboros ya no muerde su cola
Yo no muerdo mi lengua, se abre el círculo y quema
Se libera la bestia sin razón, se incendió el corazón
Quiero ver todo arder en mil leguas

¡Voy!
Nublosa certeza en mi alma
Si no te aniquilo, no encontraré calma
Me quiere apresar el tirano escondido
Y tú, su mascota, cruzándote en mi camino
¿Osas venir a enfrentarte a mí
Por no ser otra rata enjaulada sin nada, infeliz?
San Jorge y su lanza están calcinados, ¡te mato!
Es cólera, furia, ¡la ira de Draco!

IRA DESATADA

Você não sabe que te acompanha quando está dormindo
Muitos se acham livres só porque está escondida
É capaz de brotar do fundo de uma ferida
Pra te fazer ganhar ou perder uma partida
Pode transformar a tensão em comédia
Frequentemente traz consigo o cheiro da tragédia
O caos, se enchem veias e artérias
As tripas mandam, o coração só a meia

Mas eu tenho o controle
Eu a conheço, me conheço, não é conversa fiada
Me controlo, a controlo, como um crisol
Agora estou, longe do Sol
E não penso em deixar que me queimem seus raios
E que acendam o pavio, outrora tão curto
Embora a alma esteja às vezes absorta
Sofrendo neste mundo enganoso de lacaios

Acontece que a massa é imbecil
E que se deixa enganar e percebo que não vai mudar
A propaganda em meios comprados por qualquer mandachuva
Me frustra a extorsão, a falsa liberdade
A rebeldia inata mata meu futuro
A tirania impõe e faz meu sangue ferver
E assim se alimenta a serpente dentro de mim
E se transforma em uma criatura muito pior e traz

Fogo, me percorre as entranhas diante do
Jogo de viver entre mentiras e entre
Cegos, moscas em teias de aranha
E rezo pra que o dragão não escape, me mordo o lábio
Calma, conto 10, respiro devagar
Prefiro que não saia desta caverna
Espero não desatar o tormento
E se houver batalha, melhor dentro do que fora

Grito estando sozinho, bato no saco
E minhas letras mais violentas do caderno nem saem
E por que diabos eu engulo isso?
Onde ficou a liberdade de expressão?
Por causa de uma canção posso ir pra prisão?
Não alivia a pressão dessa panela, só aumenta
O melhor é eu fazer de conta, você percebe?
A chama se alimenta embora eu tente o contrário
Melhor dentro do que fora, guarde seus comentários

Não me fale neste momento
Nem me olhe! Que te considero um elemento hostil
Que eu me acalme?
Já não é tempo
Sou Apofis, de sombra e de lava é meu fôlego
Nem Amón Ra freia a escuridão
Vem aí e vai nos devorar
O caos vai desencadear a tempestade fatal
Sinto ser como Seth, esse mal se intensifica

E já não há volta
Alcançado esse ponto de não retorno!
A fissão, a fusão que derrete os fornos
Esse limite quebrado, o cúmulo do cúmulo
O uróboros já não morde sua cauda
Eu não mordo minha língua, se abre o círculo e queima
Se libera a besta sem razão, se incendiou o coração
Quero ver tudo arder em mil léguas

Vou!
Certeza nebulosa na minha alma
Se não te aniquilo, não encontrarei calma
O tirano escondido quer me aprisionar
E você, sua mascote, cruzando meu caminho
Você se atreve a se enfrentar a mim
Por não ser outra rata enjaulada sem nada, infeliz?
São Jorge e sua lança estão calcinados, eu te mato!
É cólera, fúria, a ira de Draco!

Composição: Santaflow / Ivan Santos Ortiz