Quand J'étais Chez Mon Père
Quand j'étais chez mon père,
apprenti pastoureau,
il m'a mis dans la lande,
pour garder les troupiaux.
Troupiaux, troupiaux,
je n'en avais guère.
Troupiaux, troupiaux,
je n'en avais biaux.
Mais je n'en avais guère,
je n'avais qu'trois agneaux;
et le loup de la plaine
m'a mangé la plus biau.
Troupiaux, troupiaux...
Il était si vorace
n'a laissé que la piau,
n'a laissé que la queue,
pour mettre à mon chapiau.
Troupiaux, troupiaux...
Mais des os de la bête
me fis un chalumiau
pour jouer à la fête,
à la fêt' du hamiau.
Troupiaux, troupiaux...
Pour fair' danser l'village,
dessous le grandormiau,
et les jeun's et les vieilles,
les pieds dan les sabiots.
Troupiaux, troupiaux...
Quando Eu Estava na Casa do Meu Pai
Quando eu estava na casa do meu pai,
aprendiz de pastor,
ele me colocou na campina,
para cuidar dos rebanhos.
Rebanhos, rebanhos,
eu não tinha muitos.
Rebanhos, rebanhos,
eu não tinha bonitos.
Mas eu não tinha muitos,
eu só tinha três cordeiros;
e o lobo da planície
comeu o mais bonito.
Rebanhos, rebanhos...
Ele era tão voraz
que não deixou nada,
não deixou nem a pele,
para pôr no meu chapéu.
Rebanhos, rebanhos...
Mas com os ossos da besta
fiz uma flautinha
para tocar na festa,
a festa do vilarejo.
Rebanhos, rebanhos...
Para fazer dançar a vila,
debaixo do grande pé de árvore,
e os jovens e os velhos,
os pés nas sandálias.
Rebanhos, rebanhos...