Quando o mundo apagou, só restou o ar pesado
Um silêncio cortante, um futuro despedaçado
Entre restos queimados, vi nascer um sinal
Um sopro frágil de vida em meio ao final
E mesmo sem saber se o Sol vai voltar
Eu sigo a trilha que o medo tentou apagar
Das cinzas do amanhã, algo vai brotar
Mesmo que a dor insista em me cercar
Das cinzas do amanhã, vou me levantar
Porque o que renasce nunca volta a quebrar
Caminho entre sombras que um dia me feriram
Mas já não carrego o peso que construíram
Há beleza no fim, há força no recomeço
O que perdi no fogo hoje vira endereço
A noite pode ruir, mas não vai me deter
Pois onde tudo morre, algo quer nascer
Das cinzas do amanhã, algo vai brotar
Mesmo que a dor insista em me cercar
Das cinzas do amanhã, vou me levantar
Porque o que renasce nunca volta a quebrar
Se o mundo implode ao meu redor
Ainda assim escuto um novo som
Um sopro, um brilho, um recomeçar
A vida insistindo em continuar
Das cinzas do amanhã, eu vou renascer
Mesmo carregando tudo o que não pude esquecer
Das cinzas do amanhã, vou me reconstruir
E no que resta de mim, vou decidir seguir