Vivem pregando amor com ódio no olhar
Vendendo pureza pra quem quiser comprar
Postam virtude pra se exibir
Mas a alma apodrece antes de mentir
Heróis de tela, profetas de pó
Gritam justiça, mas só por si só
A dor virou moda, o erro é bandeira
E a culpa é sempre de quem não obedece à nova maneira
Querem te moldar, te fazer calar
Mas eu nasci pra não me curvar
Verdades de plástico, mentes em vão
Se dizem livres, mas vivem em prisão
Choram por likes, esquecem quem são
Não vou seguir eu sou a contradição
A geração do espelho rachou
Mas ainda sorri pro reflexo que inventou
Soluços viraram discurso bonito
Enquanto a vida sangra em silêncio infinito
Pregam respeito, mas cospem rancor
Aplaudem o erro e apedrejam o amor
Querem um mundo feito de espuma
Sem coragem, sem dor, sem nenhuma luta
Mas o fogo em mim não vai se apagar
Prefiro cair do que me adaptar
Verdades de plástico, mentes em vão
Se dizem livres, mas vivem em prisão
Choram por likes, esquecem quem são
Não vou seguir eu sou a contradição
Não quero sermão, nem compaixão
Só quero o direito de ser imperfeição
Se o mundo é falso, eu serei real
Sou o erro certo no sistema banal
Verdades de plástico, mentes em vão
Falam de empatia, mas estendem a mão
Pra si mesmos, pro próprio espelho
E chamam isso de revolução
Eu não vou me curvar
Pra me adaptar a essa geração
Sem volta