Amiamoci
Nei salotti più esclusivi
Tra veleni e aperitivi
Tra gli argenti spudorati
E i colletti inamidati
Già si parla in pieno giorno
Vado, vedo, vinco e torno
Tra i bicchieri di cristallo
O abbracciati per un ballo
Uno scherzo a Carnevale
Una guerra salutare
Negli specchi veneziani
Già si affacciano gli indiani
Un miliardo di cinesi
Te li trovi dentro il tè
Basta un niente e abbiamo chiuso
Una mossa e scacco al re
E noi amiamoci
Con il cuore e con la mente
Con le unghie e con i denti
Amiamoci
Con le penne e con le piume
Con le pinne e con le squame
Amiamoci
Con gli artigli e le membrane
A sangue freddo come rane
Amiamoci
Come fu la prima volta
Se davvero questa è l’ultima
Possibilità
Nei palazzi di cartone
Dallo stadio alla stazione
Nei vagoni di seconda
Nella mischia furibonda
Il discorso non è nuovo
Scoppieremo come un uovo
Sulle strisce pedonali
Tra le righe dei giornali
Uno scherzo a Carnevale
Una guerra micidiale
Una fregatura presa
Nella borsa della spesa
Tra veleni e digestivi
E i pronostici al caffè
Già si spengono le luci
Buona notte a fanti e re
E noi amiamoci
Con il cuore e con la mente
Con le unghie e con i denti
Amiamoci
Con le penne e con le piume
Con le pinne e con le squame
Amiamoci
Con gli artigli e le membrane
A sangue freddo come rane
Amiamoci
Come fu la prima volta
Se davvero questa è l’ultima
Possibilità
Amiamoci
Con gli artigli e le membrane
A sangue freddo come rane
Amiamoci
Come fu la prima volta
Se davvero questa è l’ultima
Possibilità
Amemo-nos
Nos salões mais exclusivos
Entre venenos e aperitivos
Entre pratas descaradas
E colarinhos engomados
Já se fala em plena luz do dia
Vou, vejo, venço e volto
Entre copos de cristal
Ou abraçados para uma dança
Uma brincadeira de Carnaval
Uma guerra saudável
Nos espelhos venezianos
Já se avistam os indianos
Um bilhão de chineses
Você os encontra dentro do chá
Basta um nada e acabamos
Um movimento e xeque-mate ao rei
E nós nos amemos
Com o coração e com a mente
Com as unhas e com os dentes
Amemo-nos
Com as penas e com as plumas
Com as barbatanas e com as escamas
Amemo-nos
Com as garras e as membranas
A sangue frio como rãs
Amemo-nos
Como foi da primeira vez
Se realmente esta é a última
Possibilidade
Nos palácios de papelão
Do estádio à estação
Nos vagões de segunda classe
Na confusão furiosa
O discurso não é novo
Explodiremos como um ovo
Nas faixas de pedestres
Entre as linhas dos jornais
Uma brincadeira de Carnaval
Uma guerra mortal
Uma trapaça sofrida
Na sacola de compras
Entre venenos e digestivos
E os prognósticos no café
Já se apagam as luzes
Boa noite para peões e reis
E nós nos amemos
Com o coração e com a mente
Com as unhas e com os dentes
Amemo-nos
Com as penas e com as plumas
Com as barbatanas e com as escamas
Amemo-nos
Com as garras e as membranas
A sangue frio como rãs
Amemo-nos
Como foi da primeira vez
Se realmente esta é a última
Possibilidade
Amemo-nos
Com as garras e as membranas
A sangue frio como rãs
Amemo-nos
Como foi da primeira vez
Se realmente esta é a última
Possibilidade
Composição: Sergio Bardotti / Sergio Endrigo