Pesenka o Slesare Shestogo Razryada
Krepkiy plechistyy i srednego rosta,
rodilsya v rabochem rayone i ros tam,
patsan, to, sho nado i slesar'-udarnik,
on mirno trudilsya na odnoy iz fabrik!
Rabotal v dve smeny, pakhal sho est' mochi,
I odnazhdy noch'yu patsan rabochiy,
Ustalyy, golodnyy, no gordyy soboy,
Peshkom vozvrashchalsya k sebe domoy!
A doma zhdal borshch i zhena-durnushka,
Potom piva kruzhka i pered snom pornushka!
V karmane poluchka i on spravit podarki.
Zhene i detyam, no tut iz-za arki,
Narushil nakhrapom ego priyatnye mysli,
nebrityy detina, zdorovyy kak grizli.
I sprosil glukhim golosom, budto skvoz' vatu:
Nu chto, kazyol, poluchil zarplatu?
V kvartale nemalo zdorovykh detin!
No etot byl zver' i k tomu zhe ne odin,
Vashche ikh bylo troe, i vse atlety,
Uprugie bitsepsy, v rukakh kastety!
Nu net, ne voz'mete, pozornye gady,
podumal slesar' shestogo razryada.
Ekh, zhal' ne so mnoy zavodskaya bratva!
I dostal iz shirokikh shtanov klyuch na 32.
Oy, vy, nochi, tyomnye nochi,
Ne khodi v rayon rabochiy,
Sidi-doma ne gulyay,
A esli vyshel - ne zevay!
Da ya zhe mestnyy, rebyata, vy chyo?
Vozmutilsya slesar' i potryas klyuchom!
Atlety v otvet lish' pozhali plechami
I stali vypisyvat' dichki nogami,
A slesar', on tozhe ved' paren' ne promakh,
Kak vydast vertukhu v sandalyakh ogromnykh,
Atlety strukhnuli: a fig ego znaet,
Patsan, kak byvalyy, nishtyak zaryazhaet!
A slesar' tut raz takoy i khod konyom!
I davay mochit' glavarya klyuchom!
I vashche obnazhil zavodskie nakolki!
I drognuli v strakhe pozornye volki!
A on b'yot! B'yot! B'yot! Po bolevym tochkam!
B'yot! B'yot! Po zatochkam, po pochkam1
I tipa tikat' sobralis' sportsmeny!
A tut im navstrechu rebyata so smeny!
Ikh bylo nemnogo - nu gde to poltsekha!
Banditam - kapets, a rabochim - potekha!
I shchyolknul po fiksam razmer sorok pyatyy!
Kolbas'te banditov, kolbas'te, rebyata!
Atlety bezhali, lish' pyatki sverkali!
Nozhi i kastety v kusty pobrosali!
Takogo kontsa oni tochno ne zhdali,
Chtob parni rabochie ikh pobezhdali!
Canção do Operário de Sexto Grau
Braço forte e de estatura média,
Nasceu em área operária e cresceu lá,
Um cara que é o que se espera, um operário,
Ele trabalhava tranquilo em uma das fábricas!
Trabalhava em dois turnos, se esforçando ao máximo,
E uma noite, o operário cansado,
Exausto, faminto, mas orgulhoso de si,
Voltava a pé pra casa!
E em casa o esperava um borsch e uma mulher boba,
Depois uma caneca de cerveja e antes de dormir, pornografia!
No bolso, um trocado e ele ia comprar presentes.
Pra esposa e filhos, mas ali, por trás da arquibancada,
Quebrou o sono com seus pensamentos agradáveis,
Um cara desgrenhado, forte como um urso.
E perguntou com uma voz rouca, como se falasse através de algodão:
E aí, seu cabra, recebeu o salário?
No bairro não faltavam caras fortes!
Mas esse era um bicho e ainda por cima não estava sozinho,
Na verdade, eram três, e todos atletas,
Fortes e ágeis, com socos de ferro!
Não, não vão levar, seus covardes,
pensou o operário de sexto grau.
Ah, pena que a turma da fábrica não está comigo!
E tirou de suas calças largas uma chave de 32.
Oh, vocês, noites, noites escuras,
Não andem pelo bairro operário,
Fiquem em casa, não saiam,
Mas se saírem - não fiquem bobos!
Mas eu sou da área, galera, o que vocês acham?
O operário se irritou e sacudiu a chave!
Os atletas apenas deram de ombros
E começaram a se esquivar com as pernas,
E o operário, ele também não é de se jogar fora,
Quando solta um golpe, é com força!
Os atletas se assustaram: quem é esse?
O cara, como sempre, tá carregando a energia!
E o operário chegou e foi pra cima!
E vamos acabar com o chefe com a chave!
E expôs os pontos fracos da fábrica!
E os covardes tremeram de medo!
E ele bate! Bate! Bate! Nos pontos de pressão!
Bate! Bate! Nos pontos, nos rins!
E os atletas estavam prontos pra sair correndo!
E aí, os caras da troca vieram!
Eram poucos - tipo uns cinquenta!
Pros bandidos - fim de papo, pros operários - vitória!
E ele estalou os dedos, tamanho 45!
Dá uma surra nos bandidos, dá uma surra, galera!
Os atletas correram, só os calcanhares brilhando!
Facas e socos jogados nos arbustos!
Um fim assim, eles definitivamente não esperavam,
Que os operários os derrotassem!