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Memória de um Morto

Seven Side Diamond

Memory Of a Dead

When i was alive the invisible beauty blinded
Black sun shone in the sky
Ice moon melted closed minds
That bliss i've sought for all my anonymous life
With closed eyes, believe! now i can see...
I down the sword with pride disfly the flag renounce the pain
Damned black page god wrote my merciless fate
Shed no tears for my spirit, don't pray for my soul
After all i'm in a place, better than yours

When i was alive the hot blood fed true lies
Days crucified by nights
Moon melted in weeping tides

That passion i've looked for all my eternal life
Under six feet, believe! now i can live...

The wounded seed is resting on the shadow of my cross
That's written: it'll dry if nobody cries to water it
Lover's tear is anguish's venon when i'm far away
So to whom these posthumous verses may i dedicate?
To the first worm that gnaws the cold flesh of my dead body?...

Memória de um Morto

Quando eu estava vivo, a beleza invisível me cegava
O sol negro brilhava no céu
A lua de gelo derretia mentes fechadas
Aquela felicidade que busquei por toda a minha vida anônima
Com os olhos fechados, acredite! agora eu posso ver...
Eu abaixo a espada com orgulho, desfaço a bandeira, renuncio à dor
Maldita página negra que Deus escreveu meu destino impiedoso
Não derrame lágrimas pelo meu espírito, não reze pela minha alma
Afinal, estou em um lugar, melhor que o seu

Quando eu estava vivo, o sangue quente alimentava verdades falsas
Dias crucificados pelas noites
A lua derretia em marés de pranto

Aquela paixão que procurei por toda a minha vida eterna
Sob seis pés, acredite! agora eu posso viver...

A semente ferida descansa na sombra da minha cruz
Está escrito: ela vai secar se ninguém chorar para regá-la
A lágrima do amante é o veneno da angústia quando estou longe
Então, a quem posso dedicar esses versos póstumos?
Ao primeiro verme que roer a carne fria do meu corpo morto?...

Composição: