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Calendula Requiem

Shiki

Calendula Requiem

あさのひかりをてばなしたはな
Asa no hikari o tebanashita hana
そそがれないあめをもとめ
Sosoga renai ame o motome
さめないねむりにつく
Samenai nemuri ni tsuku

だれかをそっとよぶこえ
Dareka o sotto yobu koe
やみのらくえんは
Yami no rakuen wa
うそかゆめか
Uso ka yume ka
うしなうのはからだと
Ushinau no wa karada to
じぶんというこころ
Jibun toiu kokoro
そのたいかをさしだし
Sono taika o sashidashi
なにをえられるのだろう
Nani o erareru no darou

このなみだでうばえるほどに
Kono namida de ubaeru hodo ni
いのちはもろくてはかなくて
Inochi wa moroku te hakanaku te
すべてにおとずれる
Subete ni otozureru
おわりを
Owari o
きょうふ」となげくのか
"Kyoufu" to nageku no ka

しゅうえんをうたうきんせんか
Shuuen o utau kinsenka
しずかにさきほこる
Shizuka ni sakihokoru
にくしみも
Nikushimi mo
かなしみも
Kanashimi mo
そのねでたくりよせて
Sono ne de takuri yose te
しゅうえんをうたうきんせんか
Shuuen o utau kinsenka
さびしさをうるおす
Sabishisa o uruosu
そそがれないあめをもとめて
Sosoga renai ame o motome te
さめないねむりにつく
Samenai nemuri ni tsuku

きおくをさくあいごう
Kioku o saku ai gou
こよいのあいぞう
Koyoi no aizou
かこといまの
Kako to ima no
あだなみにみだされて
Adanami ni midasare te
おくするたましい
Oku suru tamashii
そのたどりつくはてに
Sono tadori tsuku hate ni
なにがみられるのだろう
Nani ga mi rareru no darou

このりょうてでまもりきるには
Kono ryoute de mamori kiru ni wa
うらぎることばがおおすぎて
Uragiru kotoba ga oosugi te
いつぞや
Itsuzoya
みたあいをしんじ
Mita ai o shinji
せつなをいきぬきたい
Setsuna o ikinuki tai

しゅうえんをうたうきんせんか
Shuuen o utau kinsenka
しずかにさきほこる
Shizuka ni sakihokoru
いとしさも
Itoshi sa mo
こいしさも
Koishi sa mo
そのわでつつみこんで
Sono wa de tsutsumikon de
しゅうえんをうたうきんせんか
Shuuen o utau kinsenka
さびしさをうるおす
Sabishi sa o uruosu
そそがれないあめをもとめて
Sosoga renai ame o motome te
さめないねむりにつく
Samenai nemuri ni tsuku

いつかきぼうもぜつぼうもむになるときがくれば
Itsuka kibou mo zetsubou mo muni naru toki ga kureba
まことのしょざいにきずくだろう
Makoto no shozai ni kizuku darou

いきることはくるしい
Ikiru koto hakurushii
それでもここにいたい
Sore demo kokoni itai
こころがきしむおとは
Kokoro ga kishimu oto ha
まだいきてるというしょうこだから
Mada ikiteru to iushouko dakara

たとえこどくになろうとも
Tatoe kodoku ni narou to mo

しゅうえんをうたうきんせんか
Shuuen o utau kinsenka
しずかにさきほこる
Shizuka ni sakihokoru
にくしみも
Nikushimi mo
かなしみも
Kanashimi mo
そのねでたぐりよせて
Sono ne de taguri yose te
しゅうえんをうたうきんせんか
Shuuen o utau kinsenka
さびしさをうるおす
Sabishi sa o uruosu
そそがれないあめをもとめて
Sosoga renai ame o motome te
さめないねむりにつく
Samenai nemuri ni tsuku

このはなをからさぬようにと
Kono hana o karasa nuyou ni to
あらがうだいちのかてをすい
Aragau daichi no kate o sui
ひびくとむらいのれくいえむ
Hibiku tomurai no rekuiemu
かわいたかぜにとける
Kawaita kaze ni tokeru

Calendula Requiem

A flor, liberando a luz do crepúsculo
Espera pela chuva que não caiu
Caio em um sono do qual não posso despertar

Minha voz chama suavemente
O céu da escuridão
É uma mentira ou um sonho?
Já perdi meu corpo
E meu coração pergunta
Que preço devo pagar
E o que eu ganharia

A vida é suavemente delicada e fugaz
Para remover suas lágrimas
A morte conhecida por todos
Traz com ela
Medo e pranto?

A calêndula que canta desde o abismo
Floresce silenciosamente
Também o ódio
E a tristeza
Estão enlaçadas em seu olho
A calêndula que canta o final
Faz com que minha solidão cresça
Esperando por uma chuva que não caiu
Caio em um sono do qual não posso despertar

Uma lágrima faz minha recordações em pedaços
Essas noites cheias de amor e ódio
O passado e o presente
Estão manchados por um mar de ilusões
Meu coração se pergunta
Quando tocarei o fundo
O que eu verei?

Minhas mãos me protegem
Contra essas palavras que transbordam traição
Faz algum tempo vi o que é o amor
Quero acreditar,
quero sobreviver a este momento

A calêndula que canta desde o abismo
Floresce silenciosamente
Também o amor
E o desejo
São envolvidos nesta folha
A calêndula que canta o final
Faz com que minha solidão cresça
Esperando por uma chuva que não caiu
Caio em um sono do qual não posso despertar

Se um dia perder a esperança e a tristeza
Entenderia onde está a realidade?

Apenas posso respirar
Mas quero ficar aqui
Porque o ruído do meu coração
Vai provar que ainda estou viva

Inclusive se isso me envenena

A calêndula que canta desde o abismo
Floresce silenciosamente
Também o ódio
E a tristeza
Estão enlaçadas em seu olho
A calêndula que canta o final
Faz com que minha solidão cresça
Esperando por uma chuva que não caiu
Caio em um sono do qual não posso despertar

Esta flor parece não desvanecer
Resistente contra a terra que ela luta
Mas quando sonha ela réquiem desde o abismo
O suficiente para fazê-la desaparecer com o vento seco