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Rostos Sujos

Siar

Vejo crianças nas esquinas
Em seus rostos sujo estampado
A fome a dor do horror de não entenderem
Essa loucura chamada vida
De não entenderem por que são esquecidas
Elas enxergam esperança
Sendo perdidas numa esquina
Pedindo esmola pros culpados

E de que adianta eu cantar
Se a canção está sendo perdida
Esquecida como os nossos pequenos e grandes rostos sujos
Nossos pequenos e grandes rostos sujos de dor

Vejo crianças nas esquinas
Em seus rostos sujo estampado
A fome, a dor do horror de não entenderem
Essa loucura chamada vida
De não entenderem por que são esquecidas
Elas enxergam esperança
Sendo perdidas numa esquina
Pedindo esmola pros culpados

E de que adianta eu cantar
Se a canção está sendo perdida
Esquecida como os nossos pequenos e grandes rostos sujos
Nossos pequenos e grandes rostos sujos de dor

E de que adianta eu cantar
Se a canção está sendo perdida
Esquecida como os nossos pequenos e grandes rostos sujos
Nossos pequenos e grandes rostos sujos de dor

Composição: Cildo junior / José Reis