Um homem, fez fogo
A onde o Sol não brilha mais
Sua alma estava gélida, como os riachos, cristalinos das madrugadas
Ouvíamos as canções indígenas e água que murmurava dentro da floresta
Nevoeiros que pairava entre os galhos secos de suas árvores distorcidas
Que guia morte vento frio, somente o som noturno da brisa da Amazônia
Vento negro e trovão
O raio decaído com ódio
Manifestação da essência
Tudo é escuro
Tudo é essência
Punhos se erguerão como machados de pedras
Para a nuvem escurecida do céu
Ao sinal de Xandoré aparece, morte para o falso destino
Os verdadeiros não temem tempos de glorias e triunfos
Que já mais serão esquecidos
Tudo será frio
Tudo será mórbido
Céu cinzento
Veneração ao Deus esquecido
Sangue para todas as lágrimas derramadas