Osamìlí
Noite parada
Frio:
Pela janela a neve
Peregrino e a respiração.
Na estrada sozinho
Sozinho:
Na outra margem
Peregrino e a morte.
A solidão te pesa,
quando amanhece,
te amarra a tristeza
no meio do dia.
As feridas de lágrimas queimam,
que escorrem pelas bochechas,
quando é noite
e outra cruz
no jardim dos mortos
brilha de novo.
A primeira vez,
de novo e de novo,
pela terceira vez,
maldição:
Campo dourado
Calor:
Acima dos ceifeiros, luz
Então um relâmpago e nuvem.
Chuva refrescante
Corrente:
Ilhas de telhados
Choro desesperado.
A solidão te pesa,
quando amanhece,
te amarra a tristeza
no meio do dia.
As feridas de lágrimas queimam,
que escorrem pelas bochechas,
quando é noite
e outra cruz
no jardim dos mortos
brilha de novo.
A primeira vez,
de novo e de novo,
pela terceira vez,
maldição: